terça-feira, 28 de abril de 2009

COMPADRE DO DIABO…

Por Caio Fábio

Havia um caipira que todos os dias ia a um bar pra tomar uma pinga.

Sempre chegava e dizia:

“Uma pra mim e outra pro meu compadre aqui”.

Só que não havia nenhum compadre com ele...

Ele bebia as duas...

O homem do bar já estava acostumado.

Era todo dia:

“Uma pra mim e outra pro meu compadre aqui”.

Um dia o caipira chegou lá com uma Bíblia na mão, e disse: “Põe uma pro meu compadre”.

O homem do bar perguntou: “E você?”

O caipira respondeu:

“Ah! Eu me converti e parei de beber”.

E entornou a dose do compadre!...

É mais ou menos assim a nossa hipocrisia.

Nós nos convertemos “e paramos de beber” [figura metafórica, é claro!], mas o “compadre”, o parceiro de pingas de toda a vida, o comparsa de maldades, o diabo, continua a beber por nós, a surtar por nós, a roubar por nós, a adulterar por nós, a ser desleal por nós — e a ser o diabo a quatro e o diabo de quatro por nós, levando a nossa culpa, enquanto gosta de tal transferência, posto que se alimente da mentira.

A culpa do diabo é do diabo, e o homem não tem nada a ver com isto!

Adão adulto não diz: “Foi a mulher!...”

Eva adulta não diz: “Foi a serpente!...”

Homem e Mulher adultos apenas dizem que fizeram o que fizeram.

O homem diz: “Eu comi”.

A mulher diz: “Eu desejei e tomei”.

Ora, na narrativa do Éden foi a serpente quem saiu com mais dignidade, pois, não disse nada e apenas passou a rastejar.

Mas o homem adulto que escolhe o melhor caminho, diz: “Aí vem o Príncipe deste mundo, e ele nada tem em mim”.

É assim que se deixa de ser compadre do diabo.





Nele,



Caio
27 de abril de 2009
Copacabana
RJ


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Em Vídeo Rev. Caio Fábio:

A leitura da Palavra para a vida


CHAVE HERMENÊUTICA: OLHE PARA JESUS E VOCÊ ENTENDERÁ A PALAVRA. "O Verbo se fez carne...", sendo assim, a Encarnação torna-se nossa única e possível chave hermenêutica para entender a Palavra, a mim mesmo, o próximo e a realidade atual.

1. Deve-se ler existêncialmente a Bíblia como tendo seu espirito realizada em Cristo. Ele veio para cumprir tudo. Cumpriu? Sim! Está consumado! Mas cumpriu de uma maneira legal-aos-sentidos? Não! Prova disso que o cumprimento da Palavra em Jesus era justamente aquilo que os mestres da Lei em Seus dias chamavam de transgressão. Assim, há um espírito até na Lei. Jesus cumpriu esse espírito, não suas materializações!

2. Deve-se ler as "falas" de Jesus e não somente fazer (quando se faz) exegese do texto. Antes disso, deve-se perguntar: qual o significado desse ensino de Jesus para Jesus? E a resposta é uma só: veja como Ele lidou com a vida, com as pessoas, com os fatos! Conferindo uma coisa com a outra fica-se livre da construção de dois seres irreconciliáveis: o Jesus que viveu cheio de amor e graça, e o Jesus que ensinou coisas que só os interpretes autorizados conseguem "captar".

3. Desse modo, então, não se faz jamais uma interpretação textual que não coincida com o comportamento e com a atitude de Jesus na questão, conforme o Evangelho. Eu confiro tudo com o espírito de Jesus, conforme o Evangelho.

4. Só assim Jesus não fica esquizofrênico ante os nossos sentidos: o que Ele disse, Ele viveu; e o que Ele viveu, é o que Ele disse.

"Assim, Jesus é a chave hermenêutica para se discernir a Palavra, mas mesmo assim, eu só a conhecerei como Verdade, se eu mesmo a provar na minha carne; e isto é o que acontece quando a gente anda no Caminho; e assim é mesmo quando a gente tropeça."

domingo, 26 de abril de 2009

Reunião Evangelho, Café & Prosa: 26/04/2009



Neste domingo, 26/04/2009, realizamos nosso terceiro encontro do Evangelho, Café & Prosa no bairro Nova Floresta em BH e tivemos a grata presença dos queridos da cidade de Betim/MG: Hissashi, Juliana, Sakae e Rosinete.

Agradeço ao Pai pela vida de cada um de vocês e gostaria de reiterar a alegria de tê-los conosco. Esperamos que este primeiro encontro seja o início de muitos outros.

Que o Pai continue abençoando vocês e o trabalho que têm realizado na cidade de Betim/MG.

E venham estar com a gente sempre!


Riva Moutinho

domingo, 19 de abril de 2009

E CONHECEREIS A VERDADE, E ELA VOS LIBERTARÁ

Por Caio Fábio


JOÃO 8


Só se experimenta a verdade como exercício de uma vida que caminha em crescente liberdade,e que sempre acontece como risco, até mesmo o risco de conhecer a verdade quando ela desmascara o nosso próprio engano na vida mostrando que nossa liberdade ainda é disfarce da escravidão.

A verdade liberta, mas é a liberdade que provoca o crescimento da verdade na vida.

Sem liberdade a verdade é no máximo uma aula de anatomia; o corpo, porém, estará morto. Pois assim como a fé sem obras é morta, também a verdade sem liberdade é apenas a presunção das doutrinas.

Os pregadores da verdade, em geral nada sabem sobre ela, visto que se é a verdade que produz a liberdade, é também a liberdade que faz a verdade ser vida. E ninguém conhece a verdade sem ser na vida, e nas entranhas da experiência do existir e em meio a todas as contradições. Por isto, conhecer a verdade sempre dói, e muito. De fato, esgarça você completamente. E como os pregadores da verdade não querem ser esgarçados, falam do que não conhecem.

É na existência que se conhece a verdade não como um reconhecimento dela no intelecto, mas nas vísceras do ser.

Pregadores da verdade que não a conhecem como liberdade, continuam escravos de todo pecado, especialmente do pecado de afirmar conhecerem aquilo que nunca provaram, visto que nunca correram riscos como experiência da liberdade. Pois a verdade tem na liberdade como vida seu principal produto existencial, e sua única prova experimental.

Gente presa ao medo de existir jamais conhecerá a verdade, visto que a verdade acontece como risco, como vertigem da liberdade, e como conseqüência da pessoa se haver entregue à vida, à existência, e sem medo de ser, e muito menos de se assustar com a própria face desmascarada pela luz do que é.

Se a verdade não se instalar no interior mais profundo do ser, o que ela produz não é liberdade, mas ansiedade e ambigüidade crescente.

E quando falo de verdade, certamente não falo de doutrinas, mas de uma certeza que não precisa ser explicada. A verdade, para o homem, é existencialidade.

Daí aqueles que conhecem a verdade jamais poderem fazer discursos de persuasão acerca dela. A verdadeira persuasão da verdade é a ação libertadora que ela provoca no ser, mesmo quando o dilacera. Por isso, quem foi alvejado e rasgado por ela, acerca dela não tem muitas palavras, mas tem coragem de ser por causa dela, e apesar dela.

Não é a falta de bons conteúdos o que torna ridículo o discurso sobre a verdade, mas a falta de confiança em sua real promossa de libertação, e que só se expressa como tal se existir liberdade como expressão de vida na existência desse que diz conhecer a verdade.

É a ansiedade como expressão da existência aquilo que mais revela se a verdade entrou nas vísceras de um ser humano, ou se apenas o atingiu como "acordo intelectual", e não como aliança visceral.

A ansiedade se disfarça de ortodoxia e convicção, mas de fato nada mais é que insegurança acerca da verdade, visto que nenhuma verdade que não gere libertação do medo, não é ainda libertação, pois ainda não se tornou parte essencial do ser, e isto torna o “proclamador da verdade” um sacerdote da ansiedade e do medo. Daí ele precisar ser intolerante. Na religião ansiedade gera incerteza, e a incerteza produz a ortodoxia do medo.

Assim, quanto mais se fala acerca da verdade, mas se a nega, posto que o que proclama a verdade como discurso, nada mais faz que tentar salvar-se de sua própria incerteza.

É por essa razão que os religiosos são tão inseguros, e é por tal insegurança que são tão arbitrários. Gente da verdade não tem que provar nada, pois a vida em liberdade é a prova de sua própria convicção e fé.

Assim, para mim, os que fazem "apologia da verdade" são as pessoas mais inseguras, pois passam a vida tentando provar para outros justamente aquilo que constitui suas próprias incertezas e dúvidas. Daí o serem tão frágeis, e daí o serem tão ortodoxas, intolerantes e fanatizadas pela insegurança.

Gente da verdade nada tem a provar a ninguém, pois só teriam que provar alguma coisa se suas vidas não fossem a própria prova, e, por vezes, a contra-prova, ainda que em processo de rendição a ela.

A única coisa que prova que alguém conhece a verdade é a liberdade, pois quando se conhece a verdade na vida, ela nos liberta para a liberdade, ainda que seja a liberdade de errar a fim de conhecer a verdade como dor, para depois conhecê-la como paz.

Desse modo, eu digo: mostra-me a tua verdade com tuas doutrinas, e eu, sem nenhum doutrina, te mostrarei a verdade pela minha coragem de viver livre e apesar de mim.

Afinal, a Verdade não é nada além de Tudo. E esse tudo nada é se não Jesus.

Pense nisto!


Caio
Escrito em 4/06/04

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O que é conversão?

Por Caio Fábio



Música: Stênio Marcius (O Tapeceiro)
Voz: João Alexandre


Conversão é não ter absolutamente nenhum outro ponto de vista que não venha do Evangelho.
Conversão é não ter nenhum outro ponto de partida que não parta do Evangelho.
Conversão é não ter nenhum outro ponto de chão para caminhar que não seja o do Evangelho.
Conversão é não almejar nenhum outro ponto de chegada que não seja o do Evangelho.
Ou seja, Conversão é estar impregnado do Evangelho dando razão a Deus todo dia, num processo que pode ter começado um dia, mas que só terminará no dia em que transformados de glória em glória nós nos tornarmos conforme a semelhança de Jesus.

Conversão é renovar a mente todo dia.
Conversão é ler este século, esse eon e não nos conformarmos com ele.
Conversão é ver mundo no mundo, e ver mundo no que se chama de Igreja.
Conversão é chamar de mundo não necessariamente o ambiente fora das paredes eclesiásticas, e chamar de Igreja o ambiente dentro das paredes eclesiásticas.

Conversão é saber que mundo é um espírito, um pensamento, ou uma atitude que pode está em qualquer lugar, e está freqüentemente nos concílios de um modo muito mais sofisticado do que está nos congressos políticos explicitamente definidores de políticas no mundo.

Conversão é manter a mente num estado de arrependimento constante, de metanóia, de mudança de mente, que por vezes, acontece com dor, outras vezes, só pela consciência que vai abraçando o entendimento e vai dando razão a Deus, e vai dando razão a Deus, e vai dando razão a Deus, e vai dizendo Deus tem razão, a palavra tem razão, e se ela tem razão eu quero conformar a minha vida conforme a verdade do Evangelho.

Para refletir: Seja Forte

domingo, 12 de abril de 2009

Um Encontro com a simplicidade

Neste domingo (12/04/2009) além de mim, da minha esposa e da Sol tivemos a presença gostosa do casal Bárbara e Vítor.

Foram momentos simples mas regados com muito carinho onde, ao final, compartilhamos o pão e o vinho em memória daquele que nos salvou: Jesus Cristo.

Começamos também uma série de estudos com o tema "Evangelho: Voltando ao Início", onde caminhamos dos dias atuais do que hoje conhecemos como Cristianismo até o chamado como primeiro Concílio: O Concílio de Jerusalém, narrado em Atos 15. Foi realmente um passeio pela história onde relembramos fatos como os reformadores Lutero, Calvino e Zuínglio; pelo rei Henrique VIII, pela divisão da Igreja Católica Apostólica Romana no século XI gerando a Igreja Católica Apostólica Ortodoxa; pelo imperador Constantino; pela ruptura entre judeus-cristãos e cristãos; e a reunião em Jerusalém por volta do ano 49 DC o qual reuniu entre outros Paulo e Pedro.

No próximo dia 26/04/2009 continuaremos caminhando pela história com o objetivo de encontrarmos o Evangelho que Jesus ensinou.

Desde já receba o meu convite para estar conosco.

Com carinho

Riva Moutinho

quinta-feira, 9 de abril de 2009

EVANGELHO, CAFÉ & PROSA com a Santa Ceia

(clique na imagem acima para ampliar)

No próximo dia 12/04/2009, a partir das 09h, estaremos nos reunindo para, além de tomarmos um delicioso café da manhã regado a uma boa prosa, conversaremos sobre o tema "EVANGELHO: Voltando ao Início". Um precioso momento de reflexão a respeito do que temos visto atualmente e do que está escrito no Evangelho.

Após, estaremos realizando a Ceia, a qual celebraremos o Cordeiro (Jesus Cristo) que foi imolado para expiação de todos os nossos pecados de uma vez por todas e, todos - SEM EXCEÇÃO - são convidados a participar.

Venha e, se possível, traga alguém contigo

Será uma grande alegria recebê-lo(a)


Com carinho

Riva Moutinho

PÁSCOA: ELE É O MEU ÊXODO E A MINHA ALEGRIA!

Por Caio Fábio


Na Páscoa verdadeira acontecem duas mortes: a do Cordeiro e daqueles por quem Ele morreu.

Na morte de Jesus eu não escapei da morte, eu morri com Ele, a fim de poder viver com Ele.

Se Jesus morreu, mas eu escapei de morrer com Ele, significa que Ele não morreu por mim...

Entretanto, Jesus morreu por mim independentemente de que eu tenha aceitado morrer com Ele, em Sua morte.

Assim a Graça principia...

Afinal, Cristo Jesus deu a vida por nós, sendo nós ainda alienados Dele por completo.

Todavia, uma vez que eu celebre a Páscoa como morte de Jesus, o Cordeiro, por mim, então, por tal consciência, segundo Paulo, eu devo também me considerar morto para o pecado e vivo para Deus.

É como tudo o mais que seja de Deus!...

Começa sempre unilateral, mas, depois que existe consciência e alguma fé, o que se diz aos discípulos é o seguinte: Você quer perdão..., mais perdão..., perdão sempre... — então, perdoe sempre, até 70 x 7 num único dia!

É por isto que somente os misericordiosos alcançam misericórdia sempre!

Entretanto, em Páscoas de Ovo... — não há lugar para a Cruz, e, muito menos, para se celebrar a nossa própria morte com Jesus.

Ninguém quer morrer...

Todo mundo quer viver, viver e viver.

Mas não há vida em Jesus sem que eu aceite que a morte de Jesus quer ser a minha morte...

Este é o ensino de Paulo o tempo todo, à exaustão.

O convite da Páscoa existencial do Novo Testamento é para que nós nos conformemos com Jesus na Sua morte, a fim de obtermos superior ressurreição.

E mais:

No ensino de Paulo o morrer com Jesus, o aceitar as implicações de Sua morte, trazia como conseqüência a consciência de nossa morte para o viver segundo o capricho, o egoísmo, o “si-mesmo”.

Entretanto, Paulo diz: “Fazei morrer a vossa natureza terrena”... — e a descreve tal natureza como sendo aquilo que mata a alma e o espírito; a saber: maldade, luxuria, inveja, prostituição, amargura, ódio, gritarias e maldade no falar; entre tantas outras coisas.

Assim, a verdadeira Páscoa existencial, segundo o Evangelho, é todo dia; e é algo que a gente faz...

Existe a dimensão do “fazei” no Novo Testamento!

Está Tudo Feito para que, em mim, possa ser feito; e em tal tarefa sou colaborador de Deus, abrindo o ser para que a operação do Espírito não encontre o pior adversário da Graça, que é a nossa própria indisposição de aceitarmos a cura como morte... em Jesus.

Sim! Nossa cura é morrermos; a fim de que possamos provar a outra vida, que não é no além ainda, mas aqui e agora; já.

Hoje, mais do que nunca antes, por imposição do amor de Deus em meu favor na história, sei o que é estar morto enquanto se está vivo.

Antes de tudo..., para mim era como para mim é hoje em termos de compreensão. Todavia, não em termos de real entendimento.

O entendimento é um discernimento engendrado em nós pelo Espírito, em razão do casamento da Palavra e da Experiência. Ora, é isto que nos leva a gloriamos-nos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança, experiência e esperança em plenitude.

Desse modo, tive que sentir na carne o significado de estar morto para o mundo, para todo o mundo e pra todo mundo, ao ponto de virar um fantasma, ao ponto de não ser conhecido nem pelos mais conhecidos, ao ponto de me perguntar: Mas como não vêem que eu sou ainda eu mesmo em Cristo?

Entretanto, dou muitas graças a Deus pela experiência da morte; e, creia, até me alegro quando, ainda hoje, sou tratado como morto — pois, aprendi como é grande a liberdade de um morto!

Na realidade me refiro de modo alegórico à minha experiência de morrer ante os sentidos do mundo [incluindo no mundo a “igreja”], pois, foi por ela, pela libertação do Super-Ego do Mundo sobre mim, que pude provar a alegria de outra vez servir a Deus como no principio de tudo: livre e alegremente.

Hoje sinto que já há grupos querendo diminuir a minha Páscoa em Jesus.

Sim! Já há pessoas querendo dizer que “expressões” devo usar ou não. Rsrsrs.

Tolos. Não vêem que estou morto para os caprichos de vocês!

Não queriam que eu voltasse a falar nunca mais!...

Agora querem me censurar em nome do pudor e das boas expressões da religião!...

É mais ou menos assim...

Antes gritavam:

Matemo-lo!

Como não mataram, então, dizem:

Vistamo-lo!

Ora, digo isto apenas para ilustrar o fato que, quando morremos com Jesus, quando nossa reputação, justiça-própria, glória, honra, e tudo quanto seja importante e elevado entre os homens, acaba para nós, então, aí é que começa a vida.

Com isto não recomendo a ninguém a experiência da busca de uma catástrofe. Apenas digo que é pelo querer, pelo fazer, pela decisão... que se pode, dia a dia, ir fazendo morrer a nossa natureza terrena; na mesma medida em que apenas nos gloriemos em Jesus, na Cruz, na Vida que é; e, assim, vivamos em novidade de vida; não segundo o mundo; não para chocar ninguém; mas apenas para dar o testemunho da nova consciência segundo a fé, que é pura para comer e beber com gratidão, e feliz para testemunhar somente pela alegria da libertação.

Todavia, saiba:

Uma das primeiras manifestações de que de fato morremos com Jesus, é o abdicar de toda importância humana que se contraponha à simplicidade do que seja a Verdade em Jesus.

E mais:

Os mortos já não têm mais divida alguma!

Quem serão os credores que entrarão na morte para cobrar ao morto? Sim! Se o morto morreu em Jesus, na Cruz?

Paulo diz: Aquele que morreu já não tem dívidas!

Assim, fique livre para andar livre; e isto só acontece quando se caminha exclusivamente segundo o Evangelho.

Desse modo, estou ressuscitado com Jesus. E, por causa Dele, a morte já não tem domínio sobre mim.

Todo dia é uma nova vida!



Nele, que é a nossa Páscoa,



Caio
9 de abril de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

terça-feira, 7 de abril de 2009

De que me serve o Evangelho?

Por Caio Fábio


Por que o Evangelho? — é o que alguns me perguntam.

Respondo que é pela Boa Nova e pelo bem como Vida que ele, o Evangelho, garante para todo aquele que crê em Jesus.

Então me perguntam ainda:

Mas e o que eu ganho?

Vida! — é a minha única resposta.

Mas e aqui? — insistem.

Aqui? Ora, aqui é isso mesmo: Vida.

Mas para ter vida a gente não precisa do Evangelho! — já ouvi muitas vezes. Ou você acha que fora do Cristianismo ninguém é salvo? — cutucam.

Eu não creio em religião. Creio em Jesus. Creio nos ensino do Evangelho, que é amor — afirmo sempre. Mas prossigo: Por que você está me perguntando sobre essas coisas?...

Como assim? Apenas disse que existe vida fora do Evangelho! — defendem-se.

Pois é. Mas é você quem me indaga; eu não.

Como? Você não indaga?

Digo que eu não faço esta pergunta a ninguém; digo que não quero saber e não indago por nenhum saber que não seja apenas conhecimento como informação. Mas não pergunto o caminho, pois, sei e estou no Caminho. Digo com a certeza da certeza sem ufania.

Mas e qual é a vantagem disso? — insistem sempre.

Vantagem? Estou falando de vida. A alternativa é a morte. Como você me pergunta pela vantagem?

Mas tem que ter uma vantagem! — é o que sempre ouço então.

Se vida não for vantagem sobre a morte, então, não há vantagem no Evangelho para você! — garanto.

Como morte? Você está dizendo que eu estou morto?

Não sei. Você está? — indago com carinho.

Não; não é? Estou aqui. Falando com você. Como posso estar morto?

Mas você está querendo saber sobre o Evangelho, sobre a sua vantagem, e aceita indagar se está vivo ou morto. Você já viu um vivo com dúvida sobre a vida?

Ah, sim. O tempo todo... — é a desculpa.

Não! Você vê existentes sem saberem o que seja vida. É isto que você vê.

Em geral, silencio... Quase todos ficam pensativos.

Prossigo:

Você perguntou “Por que o Evangelho?” Ora, é porque todos nós existimos mortos, sem sabermos o que é vida, e a prova disso é a nossa discussão com a vida; ou seja: com tudo o que seja amor, bondade, verdade, perdão, graça, sinceridade sempre, lealdade, fidelidade, alegria, pureza, simplicidade, e tudo quanto faz bem. Somente quem está morto pode discutir contra o chamado de Jesus, que é apenas para a vida; e tanto mais quanto seja em amor, mais abundante será. Assim, o Evangelho é a via da vida e da ressurreição hoje e eternamente; pois, quem não anda no amor, conforme Jesus, esse caminha morto e na escuridão.

É simples assim. Não tem discussão. O resto da conversa só depende de você querer brigar contra o amor... E digo mais: Isto, no entanto, não tem dono. Deus mesmo derrama esse amor sobre os homens. Mas tem gente que resiste... O Evangelho é um grito que diz: Não resista ao amor de Deus e nem ao chamado para viver em amor.

Eu, porém, nunca passo desse ponto.

Ou é ou não é.

Eu paro aqui.



Nele,



Caio
6 de abril de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

sexta-feira, 3 de abril de 2009

UMA CARTA DO CAIO - LEIA!

Uma carta resposta a todas as cartas sem respostas!

Minha tarefa aqui no www.caiofabio.com não é moleza.

Não dá nem pra fazer de conta que as coisas não são como são.

Por exemplo:

Limpo a minha caixa como posso, tento ler cartas e responde-las, mas, para cada uma que respondo [a maioria esmagadora nem mesmo posto no site], há 400 ou 500 que me escapam todos os dias...

Assim, com todo amor, agradeço de coração aos que escreveram aos milhares nos últimos 20 dias, agradecendo pelos textos no site, pelas mensagens na radio, pelo encontro na Catedral Presbiteriana no domingo que passou, bem agradeço aos que estiveram no Centro Cultural da Bíblia e que me escreveram; ou, ainda expresso minha gratidão aos milhares que têm escrito à propósito do programa de televisão em Brasília; ou ainda por causa da benção que a Vem e Vê TV tem sido para tantos já no mundo todo.

Hoje tentei ver se dava para começar a tentar responder o máximo de cartas que me fosse possível, mas, infelizmente, é sobre-humana a tarefa.

Fico angustiado por qualquer que seja a perspectiva...

Se as cartas são de gratidão pelo que têm recebido, e são lindas as cartas, me angustio, pois, gosto de dizer “amém” a todos, e, assim, expressar meu carinho. Mas não dá... São muitas. Estão para além de mim...

Se as cartas são apelos de angustia... — aí é que fica pior para mim; posto que na maioria das vezes os assuntos já estejam no site, porém, para o “novato” no site, tudo é novo, e, para ele, lhe parece que sua angustia está inaugurando uma era de dor que nunca foi tratada antes... Sem falar que há aqueles que dizem: “Sei que você já respondeu, mas quero uma resposta para mim!” Aí não só dói, como também fica impossível e impensável.

Há também os que querem conselhos sobre suas igrejas e ministérios. Aflijo-me, mas sei que somente Deus daria conta de tantas cartas. Até o Arcanjo Miguel iria dizer: “Péra aí... Eu sou só uma criatura... Não tenho esse poder!”

Há ainda os que querem saber minha base bíblica para o que afirmo [já que não ponho referencias bíblicas a fim de ver se faço as pessoas lerem a Palavra].

Há os que também querem saber o que leio e de onde tiro as coisas...

Sem falar nos que me pedem para ler seus textos, livros não publicados, blogs, fotologs, sites, etc.

Assim, digo:

Se você escreveu e eu não respondi, é provável que nem mesmo tenha conseguido ler a sua carta.

Se você, agora, ainda julga que ela seja importante, que não haja nada no site que lhe esclareça apesar de você já ter pesquisado por Titulo ou por palavra dentro dos Textos, então, me escreva outra vez, mas faça isto de modo sucinto...

Uma carta longa já desanima de saída...

Estou muito feliz com o que está acontecendo nas vidas de milhares de pessoas.

O site, hoje, todos os meses, de um modo ou de outro, direta ou indiretamente, é lido por mais de um milhão de pessoas todos os dias.

São e-mails que rodam e são enviados por milhares para milhões... E o crescimento é exponencial.

A Vem e Vê TV está alcançando milhares também.

Agora nos preparáramos para colocar a Vem e Vê TV no You Tube, direto e ao vivo.

Semana passada nosso fluxo de acessos na Vem e Vê TV foi tão grande — e temos servidores em quatro continentes — que nosso servidor na Europa caiu, pois, não agüentou a demanda...

São acessos de todos os lugares, aos milhares...

Onde há gente que fale ou entenda português há gente conectada.

Agora, sem se sentir mais especial do que ninguém, me diga:

Há razão para a sua ira por eu não conseguir responder a você?

Há razão para que você pense que não respondo por que sonego bênçãos, como alguns já disseram?

Portanto, eu imploro:

Tente se ajudar lendo o site e usando-o como ferramenta de pesquisa.

Somente depois de muito pesquisar... me escreva.

Todos os dias milhares chegam sem saber de nada...

Deixaram-me em 1998 e voltam pensando que ainda estamos em 1999.

Onze anos se foram...

Tudo mudou.

Mude também.

Ou, então, pelo menos se informe.

De lá para cá já coube outra vida na minha existência...

Mais coisas essenciais me aconteceram de 1998 para cá do que durante toda a minha existência antes.

Assim, não me pergunte como eu estou, como se estivéssemos sozinhos numa cafeteria...

Nem tampouco me pergunte sobre as estratégias de meu “ministério”... ou coisas do gênero.

Meu ministério é isso aqui. Ponto!

Agradeço com todo amor por todo o carinho recebido.

Mas peço que seu amor não me seja um peso... E tal amor sempre assim se me torna quando com o carinho vem a cobrança; do tipo: “Sei que você está aí... Me responda logo!”

Não sou candidato a nada. Por isto digo as coisas com toda clareza, simplicidade e franqueza as coisas que digo.

Mas repito:

Se você quer falar sobre livros, Cds, DVDs, problemas técnicos, creia: não é comigo. Escreva para edvaldo@caiofabio.com ou para lesimar@caiofabio.com – Eles sabem; eu não.

Se quer saber sobre o Caminho da Graça, escreva para: marceloquintela@caiofabio.com; chico@caiofabio.com; ou para carlosbregantin@caiofabio.com.

Se você quer saber sobre ajuda psicoterapêutica escreva para ana@caiofabio.com.

Se você tiver um problema que no site não esteja tratado, então, depois de pesquisar e ver se é assim mesmo, me escreva; e, farei tudo para responder.

Mas lembre-se:

Você deve ser sucinto.

Você deve colocar com clareza no Assunto ou Subject o Teme real de sua carta.

Mais: nunca escreva com letras maiúsculas, pois, é como um GRITO, e não dá pra ler direito.

Receba esta carta com amor!

Ela simplesmente diz o possível e o real.



Nele, que me dá a limitação e o privilegio de ser útil como apenas um homemzinho à minha geração,



Caio
3 de abril de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

quinta-feira, 2 de abril de 2009

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