domingo, 24 de maio de 2009

A NATUREZA HUMANA E A GRAÇA DE DEUS

por Riva Moutinho

Gênesis relata a criação de um mundo por Deus e a criação do homem à semelhança Dele logo nos seus primeiros capítulos. Numa época em que existia apenas a Trindade, os anjos dos céus e a legião de anjos caídos comandados por Lúcifer, a essência a qual foi formatada o homem era uma novidade. Assim quando se fala em “semelhança” de maneira alguma significa que o homem seria um semi-Deus ou um candidato a Deus.

Mas o que quero dizer com isso?

Ora, o homem foi criado homem, nasceu dentro da natureza a qual se estabeleceu para ele. Mas não se perca levando seus pensamentos na idéia de que Deus criou algo imperfeito. Deus criou um ser com liberdade de escolha e este é um privilégio e um exemplo de Graça do Criador, pois Ele poderia ter criado um humanóide programado com o programa da “Obediência Perfeita versão 1.0” o qual não daria a Deus nenhum tipo de “dor de cabeça”; ou será que alguém acredita que Deus não teria na época da criação do mundo conhecimento ou tecnologia para desenvolver tal “produto”? Ele é e sempre foi e será soberano.

É por isto que nada retira a responsabilidade de Adão por sua decisão de comer do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, mas transforma a “Queda do homem” em oportunidade de se ter uma vida com Vida. Mais uma vez, só a Graça do Pai para transformar tamanha catástrofe em tamanha fonte de regeneração. E desta forma o local de descanso do homem é a Nova Jerusalém e não um Éden “tunado”. Daí o fato do Cordeiro já estar imolado desde antes da criação do mundo. (1ª Pedro 1:20)

Nos versos 11, 12 e 13 do 3º capítulo de Gênesis, Deus pergunta ao homem como ele poderia saber que estava nu, e este incrimina a Eva (e ao próprio Deus), e esta por fim incrimina a serpente. Ora, o que se percebe nestes pequenos versículos é justamente o ápice da natureza humana, primeiro por parte de Adão: “Ok Deus, eu errei, no entanto errei porque a mulher que o Senhor me deu, me enganou.” Ou “Errei porque acreditei naquele sócio que ouviu a Sua voz em um sonho.” Ou “Errei porque estava muito angustiado e chamei por ti, mas como o Senhor não apareceu de imediato não resisti.” E por aí vai. E depois por parte de Eva ao lançar a justificativa pelo seu erro na serpente (é a infantilidade humana de não assumir o que faz): “Foi o diabo que me seduziu.” Ou “Estava sensibilizada e o diabo me enganou.” Todavia somos tentados nas nossas próprias cobiças e foi e é, sempre esta a oportunidade que o diabo aproveita.

Gostaria de abrir um link aqui com as tentações passadas por Jesus. Note que as tentações do capítulo 4 de Mateus e do capítulo 3 de Gênesis carregam a mesma essência: a cobiça existente na natureza humana. Vendo o diabo que Jesus tornara-se homem o tentou, no entanto, Jesus resistiu à suas investidas e o expulsou.

Com a consumação da queda humana, gostaria de chamar a atenção para a consumação das conseqüências provenientes dos atos de Adão e Eva e, até da própria serpente, e para o amor do Criador para com suas criações, pois logo no início do capítulo 4 de Gênesis vemos Deus conversando com um dos filhos de Adão e Eva, agora vivendo fora do Éden.

Tais leituras nos demonstram que a vivência das conseqüências dos nossos atos é inevitável tanto se a causa gerou algo bom ou ruim e que, invariavelmente e indiscriminadamente o Pai Criador ama o homem de tal maneira que não abre mão de estar e permanecer ao lado dele.

É a Graça do Pai existente antes da criação mundo, antes da vinda humana de Jesus à terra.

Recomendo que aqueles que não criam na existência da Graça antes de tudo que reflitam sobre tais pensamentos e percebam que se não existisse Graça antes criação do mundo; o tudo não existiria... no mínimo não existiria da maneira como vemos hoje.

Riva Moutinho
BH – 24/05/2009

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