segunda-feira, 29 de junho de 2009

MICHAEL JACKSON EM EVERLAND!

por Marcelo Quintela

Crianças amadas sem pré-condições e aceitas pelo que SÃO e não somente pelo que FAZEM serão, com raras exceções, adultos mais seguros e com auto-estima apropriada, mesmo que a vida lhes queira submeter depois! Eles quase sempre possuem recursos emocionais forjados na primeira infância para fazer frente às intempéries de existir.

Crianças que cresceram sem afeição, sem maternagem adequada, sem aprovação de seus provedores - senão aquela que advém de desempenhos e prodigalidades, transferências e projeções - serão, por sua vez, adultos inseguros, em luta constante com sua própria imagem e identidade, precisando provar-quem-são, a semelhança do que também acontece com as crianças "mimadas".

Sim, superproteção e abandono podem gerar o mesmo efeito de imaturidade persistente: não deixam que as pessoas cresçam!

Isso é um dogma?

Lógico que não. A alma humana é in-dogma-tizável!

Isso é a vida, meus amigos. É assim desde que foram suspensos os encontros de fim de tarde com o Criador (1)! E para contrariar essa “fórmula” vai ter que procurar muito, e no máximo, encontrará gente que só tem segurança interior porque a treinou durante toda a vida, sem se render aos medos e às "mentiras" que o superego impõe todo tempo!

É verdade! Toda hora a gente vai à luta para tentar crer e fazer diferente do que mandam as vozes paternas incrustadas no cerne do ser, vozes ferozes de críticas atrozes que se amplificam muito para além do que papai e mamãe, de fato, gritaram!

***

No que me diz respeito, a melhor notícia que eu pude receber acerca de Deus, o Pai, é que Ele se parece com Jesus, o Filho! Ambos são um. E hoje, por meio do maior e mais silencioso milagre que se pode experimentar, eu sou a resposta da oração de Cristo narrada por João: O Pai está no Filho e o Filho está em mim (2) e em mim fizeram morada (3)!

E isso porque Deus reconciliou-se comigo (4), apesar de mim (5), e me ama com o mesmo amor que ama o Filho (6) que Ele enviou para morrer a minha morte, e permitir que eu viva a sua Vida durante a minha vida (7) nesse mundo do “cão” (8)!

Mas o poder para viver nesse planeta como filho de Deus experimentam os que crêem em Seu Nome! (João 1.12). Esse é o poder para crescer “con-forme a Imagem de Seu Filho Jesus”, tendo o coração cada vez mais autenticado pelo Amor, à medida que não se endurece ao ouvir sua Voz todo dia!

Contudo, o mundo dos homens vive sem saber que “Deus os amou de tal maneira”! E assim, vivem para conquistar amores condicionados à performances e carismas pessoais. Como nunca é suficiente (essa é a informação interiorizada), sempre é preciso mais e mais e mais, até a loucura e o frenesi fincarem-se na rotina de existir procurando agradar um "pai" invariavelmente severo e irremediavelmente insatisfeito! - semelhante ao "deus" que a religião inventou, aliás!

***

Michael Jackson saiu de cena.

A TV repete que sua morte nos pegou "de surpresa". Mas nada era tão sutilmente óbvio nesse conto de fadas do pop como o fato de que nós nunca o veríamos 'velho'.

Peter Pan nunca será vovô! Ele se apavorava com a idéia de crescer!

Como agora me parece lógico que Michael Jackson não envelheceria! Ele nem se suportaria senil... Trataria de destruir o que sobrou do rosto, antes de ver-se enrugado!

Deus o livrou de si mesmo! Seria menino sempre... Sempre enfeitado, maquiado, recolorido, repaginado, refém da fantasia!

Morreu antes de ser velho porque seu coração infantilizado não suportou os efeitos da dor sedada!

Dói demais querer viver sem sentir dor!

Vítima do medo de não conseguir "chamar atenção", só ele não enxergava o quanto inspirava e chocava todo mundo em nossa cultura, que elege como "rei", "astro", "ídolo" e "ícone" gente da indústria do entretenimento, que gira mais dinheiro do que todos os outros pólos de produção humana juntos!

Que interessante! Esse planeta é uma grande brincadeira! Parece mesmo Neverland - A Terra do Nunca, que o menino bizarro construiu para brincar, solitário.

***


Michael...

Já está bom. Acabou o show! A gente já se divertiu bastante e dançou na lua contigo (9)!

Pena que você não conheceu nosso verdadeiro Pai ainda nessa vida. Era Ele quem se expressava quando você cantava sendo um menininho ainda negro: "You and I must make a pact. We must bring salvation back. Where there is love, I´ll be there!"

Mas Ele, meu Pai, conhece você! E sabe do que você é feito, apesar das máscaras todas com as quais se vestiu!

Agora... Just call his Name, He'll be there...

Vai, menino doente. Vai conhecer o Pai que você nunca teve!

Vai, moço rico e carente... Não há mais dor no colo do Amor! E Ele não vai te jogar fora por uma janela do céu, nem mesmo de brincadeira!

Quiçá a gente vai se encontrar em eternos cenários sem encenações, onde a Verdade reina de cara exposta!

A gente logo vai se ver em "Everland - A Terra do Sempre!", a Casa de meu Pai, que tem muitas moradas... E lugar para você também!


Afinal, ninguém será condenado à "terra do eterno-nunca" só porque foi o mais famoso dos moribundos dessa geração tão esquisita quanto seu ídolo!

_______________

(1) Gênesis 3

(2) João 17

(3) João 14

(4) II Carta aos Coríntios, capítulo 5. 18-21 (mas é bem melhor ler desde o começo do capítulo)

(5) Romanos 5.8 (mas é bem melhor ler Romanos 5 todo!)

(6) João 17.26 (mas é melhor ler a oração inteira!)

(7) I Carta de Pedro 2.24; Romanos 6.4-5; Colossenses 2.12; II Coríntios 5.14 e mais um monte...

(8) I João 5.19; II Timóteo 3.1; João 14.30

(9) Quando eu era menino, aprendi os passos chamados "Moon Walk", que Michael Jackson ensinou toda a minha geração a dançar





Marcelo Quintela
Santos/SP

“NAZARÉ”, “JERUSALÉM”, “SAMARIA”...

por Riva Moutinho


Quando tinha 11 anos minha mãe me levou para uma igreja Quadrangular onde não suportava ficar, e por isto fui transferido para uma igreja Batista também próxima a casa onde morávamos. Lá permaneci até entre os meus 16 e 17 anos.

Minha saída foi provocada por uma série de acontecimentos, tanto externos onde pude ver de perto as armações da cúpula da igreja, buscando destituir o Pr. Isaías (este é um dos poucos que reconheço como pastor atualmente), bem como a proteção que se dava aos que detinham uma condição financeira melhor e que, assim, possuíam alguma função na diretoria da igreja. E por questões internas minhas mesmo tanto de interpretação a cerca do que lia no Evangelho como as questões que me envolviam como ser humano mesmo. Desde que me entendo por gente sempre busquei ter uma mente independente, de maneira que as decisões que eu tomo sejam absolutamente minhas e não influenciadas por alguém.

Vivendo como um desviado da igreja, “Nazaré” ensurdeceu, “Jerusalém” me ignorava enquanto “Samaria” queria me ouvir... No final acabei levando mais gente para as igrejas (mesmo sem indicar uma específica) estando fora dela do que quando estava dentro.

Aos 22 anos voltei para uma igreja Quadrangular onde a pastora era uma amiga de longa data da minha mãe. Curioso sobre o tal “poder” pregado nesta denominação, busquei seguir as regras para ver o que aconteceria. Lembro que o primeiro endemoniado que tive contato por lá foi um rapaz que ao manifestar o demônio saiu correndo pela casa e como todos os pastores e diáconos ali presentes correram dele, eu saí correndo atrás dele e quando ele deu um empurrão na sua irmã jogando-a no chão, voei no pescoço dele dando-lhe uma chave de braço. A cena foi engraçada, mas não entendia como que pessoas que se diziam preparadas para aquilo correram enquanto que eu tive que adotar minhas táticas “mundanas” para segurar o “bicho”.

Logo, tudo aquilo me cansaria em excesso a ponto de pedir exaustivamente a Deus para sair dali. E quando sai “Jerusalém” passou a não crer no que eu dizia enquanto “Nazaré” optava por seguir o mesmo caminho.

Assim fui parar em uma das maiores igrejas de BH, onde mesmo sem querer me envolver com nada em absoluto, aos poucos já me via envolvido com uma célula de jovens e servindo de exemplo para os delírios de determinadas mentes. Sempre detestei isso. O simples pensar que sou espelho pra alguém me causa asco.

Ali conheci minha esposa e nos casamos e o mesmo “pastor” vice-presidente da igreja que antes nos queria como líderes para ajudarmos a outros casais, agora se juntava a outros em uma sala para promover o Sinédrio mais nojento e o evangelho mais diabólico que pude presenciar.

Fui ameaçado de surra, de morte, tive meu nome exposto a todos durante o culto pelo “pastor” líder até por fim escreverem meu nome completo em mais de 10 mil exemplares do informativo da igreja como "o excluído".

Dos de “Jerusalém” apenas um me ligou para saber o que estava realmente acontecendo, todos os demais apenas assistiram a “crucificação”.

Desde então, os de “Nazaré” estão surdos, os de “Jerusalém” continuam crendo na magia da ilusão de seu templo e de seu “pastor”, mas os de “Samaria” têm chegado, perguntado e ouvido com interesse.

Tenho andado com uma quantidade da Revista NO Caminho na mochila e assim vou distribuindo por onde passo. Os de “Samaria” querem sempre conhecer mais, mas ainda encontro aqueles de “Jerusalém” que querem ouvir e se interessam a fim de saberem mais sobre que Movimento é este que vem Voltando ao início... ao Evangelho de Jesus.

Enquanto isso, vejo o Graça & Prosa ser um “João Batista”, orando para que os de “Nazaré” e os de “Jerusalém” parem ao menos para ouvir o que tem sido anunciado, e para que os de “Samaria” sejam cuidados e que a voz seja ecoada até os confins da terra.

Assim vou caminhando....


Riva Moutinho
BH - 29/06/09

domingo, 21 de junho de 2009

SERÁ QUE CUIDAMOS, REALMENTE BEM, UM DO OUTRO?

por Riva Moutinho


No livro de Eclesiastes 4: 9 e 10 nos diz que é “Melhor serem dois do que um”, “porque se um cair o outro levanta o seu companheiro”; mas quantos de nós estamos realmente se importando se o outro está de pé ou não? Quantos de nós estamos realmente preocupados em saber se o outro está bem? Quantos de nós nos importamos realmente com o outro?

No capítulo 10 do Evangelho de Lucas a partir do verso 30, Jesus responde a pergunta: “Quem é o meu próximo?” Entre tantas lições que podemos retirar da Parábola do Bom Samaritano uma coisa é certa: O meu próximo nem sempre é aquele que caminha comigo, mas de certo é aquele que comigo forma um. E esta unicidade não provém de nenhum acordo, contrato ou qualquer coisa similar, mas sim da reciprocidade do amor, pois bem sabemos que “sem amor nada seremos.

Claro que na parábola do Bom Samaritano, ao ajudá-lo o samaritano não se preocupou em se fazer conhecido ao que fôra ajudado, mas de fato, todos os que passaram pelo caminho e viram o ferido sequer criaram qualquer possibilidade de, com ele, formarem um. O samaritano contrariou todas as leis existentes quer sejam políticas, religiosas, culturais enfim... e se abriu a possibilidade de formar um.

E são estas possibilidades que a cada dia que passa reduzem mais, pois vivemos em um mundo que preza a velocidade; e quanto mais rápido for, melhor. Vivemos em mundo cada vez mais impessoal, pois sobram maneiras de se relacionar a distância (ainda que esta distância seja dentro da própria cidade em que mora). Vivemos em um mundo que tem ensinado o homem a se relacionar muito mais com máquinas do que com pessoas. Por fim, vivemos em um mundo de pessoas cada vez mais stressadas e, por conseqüência, impacientes em conhecer aquele que está ao lado ou o outro.

Apesar de todo o aparato tecnológico que tem destruído distâncias e limites territoriais, o homem está cada vez mais distante do outro e cada vez se importa menos em saber como vai o outro.

Atualmente é fácil nos relacionarmos com pessoas em qualquer parte do mundo e, inclusive, manter um relacionamento ainda que nunca vejamos pessoalmente este alguém. Apesar desta quebra de barreira ser fantástica, o que temos feito para que isto se torne uma ferramenta para que possamos nos tornar dois com alguém?

O que adianta palavras bem escritas e frases bem colocadas se o que permanecemos sendo são seres atropelados pela velocidade e pela regra máxima do mundo: faça por merecer?
Definitivamente o meu próximo é qualquer um, de qualquer lugar, de qualquer nacionalidade, de qualquer credo, de qualquer cultura, de qualquer sexo, de qualquer posição política...
Mas assim como o Bom Samaritano, o que tenho feito para que a oportunidade de “sermos um” aconteça? Com quantas pessoas você realmente se preocupou hoje, ontem, esta semana, este mês... Quantas pessoas que estavam ou estão ao seu lado você sabe se estavam ou se estão precisando de ajuda? Quantas pessoas você investiu algum tempo seu hoje para simplesmente ouvi-la?

Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito.(Renato Russo) E este mundo que creio tem como base pra vida o Evangelho de Jesus. Então, se não posso mudar o mundo, vou fazer o que me vem à mão para fazer com todas as minhas forças; reconhecendo tantas falhas que tenho cometido, mas buscando-me manter na certeza de que a cada dia posso ser renovado por este Evangelho.

É muito provável que eu não tenha me preocupado realmente com você da maneira como você gostaria que fosse; mas saiba que tenho tentado todos os dias deixar a oportunidade de juntos sermos dois.

Beijo no seu coração
E espero encontrar contigo no próximo domingo, no Graça & Prosa.

Riva Moutinho
BH 21/09/2009

Música: Sol de Primavera

Beto Guedes



Alberto de Castro Guedes nasceu em Montes Claros (MG), em 13 de agosto de 1951. Filho de baianos de Riacho de Santana, é o caçula de oito filhos de Júlia de Castro Guedes e Godofredo Guedes, músico e compositor e a primeira influência musical de Beto Guedes. Aos oito, Beto Guedes já tocava pandeiro – seu primeiro instrumento - em um conjunto regional que o pai formara com parentes e amigos. Aos nove, mudou-se para Belo Horizonte. Nessa época, conheceu o amigo e parceiro musical Lô Borges. No auge da beatlemania, em 1964, Beto e os amigos Márcio Aquino, Lô e Yé Borges montaram o The Beavers grupo de versões de Beatles. A vida de Beto começou a mudar em 1969: sua música “Equatorial” (parceria com Lô e Márcio Borges) ganhou o quinto lugar no 1o. Festival Estudantil da Canção de Belo Horizonte. Em 1972, mudou-se para o Rio de Janeiro com Lô e Milton Nascimento e participou da gravação do disco Clube da Esquina, no qual tocou baixo, guitarra, percussão e cantou. Depois de tocar com o grupo 14 Bis e gravar participações em discos de Milton, em 1977, Beto lançou seu primeiro álbum solo “A Página do Relâmpago Elétrico”, sucesso de público e crítica. Até 1986 lançaria mais oito discos. Na década de 90, faz apenas dois lançamentos e passa a se dedicar à mecânica e marcenaria, outro talento herdado do pai. Em 2001, lançou em DVD o grande show comemorativo de seus 50 anos realizado em Belo Horizonte, com Milton Nascimento, Jota Quest e Toni Garrido. Em 2004, Beto lançou seu novo disco com inéditas, “Em Algum Lugar”.
(texto tirado do site do Museu Clube da Esquina) FONTE: http://www.beto-guedes.blogspot.com/

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A loucura da Cruz e o escândalo da Graça — para os cristãos

por Caio Fábio

Meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós; pudera eu estar presente convosco e falar em outro tom de voz; porque me vejo perplexo a vosso respeito!
Paulo, aos cristãos na Galácia 4:19-20



A Graça é hoje a mais escandalosa de todas as mensagens cristãs! No entanto, também é a única que existe! É a loucura da Cruz! E o mais “louco” disso é que nada disso deveria ser louco para nós e nem fonte de escândalo, posto que essa mensagem seja o próprio Ensino e Vida de Jesus. É o espírito do Evangelho! Mas, incrivelmente, estranhamos a Graça de Jesus, nos assustamos com ela e aceitamos um enredo de perversões da Mensagem que é muito mais assustador que qualquer Loucura!

Sinceramente, quem não percebe que atualmente nosso Cristianismo é, quase sempre, a repetição dos mesmos conteúdos contra os quais Jesus, os profetas do Antigo Testamento, Paulo, os apóstolos e a Palavra se levantam nas Escrituras?

Hoje as pessoas se convertem à “igreja”, não a Cristo! É por essa razão que os conteúdos do Evangelho de Jesus estão tão adulterados entre nós. E pior, parecemos estar com os sentidos embotados para esta percepção, de modo que o que hoje se vê é uma caricaturização de Jesus. O Jesus que nos foi apresentado é um composer do Jesus da "igreja", o qual é moldado para ficar "parecido" com o grupo religioso ao qual a pessoa pertence. Portanto, o Jesus da “igreja”, na maioria das vezes, é uma fabricação feita para validar as teses do grupo. E tal “Jesus” não faz nada de bom ou de mal que qualquer outro condicionamento mental, psicológico e cultural também não realize. A leitura que fazemos do Evangelho é uma adaptação. E é também num “Jesus de terceira ou quarta mão” que a maioria das pessoas crê!

Posso asseverar, com convicção e tristeza, que na igreja evangélica atual, primeiro a pessoa tem que ser salva do Jesus inventado. Primeiro precisa ser salva do Jesus dos “evangélicos” a fim de conhecer o Jesus do Evangelho.

É exagero tal dedução? Então, permita-se uma reflexão honesta. E se Paulo estivesse presente num ano eleitoral no Brasil? Se visse e soubesse de todas as negociações de almas-votos que são feitas em Nome de Jesus? E se assistisse pela televisão à venda de todos os significados cristãos em objetos de energia espiritual pagã? E se visitasse uma “igreja” e assistisse às filas de pessoas para andarem sobre sal grosso ou para mergulharem em águas tonificadas do Jordão e a passarem pela Cruz de Jesus a fim de ganharem um carro zero, como pagamento pela sua crença? E se ele soubesse agora que a fé é um sacrifício que se expressa como dízimos, como troca de bênçãos por dinheiro, “sacrificados” no altar-bolso dos pastores, em longas novenas e correntes as mais mirabolantes?

O que enojaria Paulo seria ver pastores oferecendo o “sangue do Cordeiro” a fim de ungir a casa de trás para frente e da frente para trás. O “Sangue do Cordeiro” não é mais o que Jesus fez na Cruz, mas passou a ser um fetiche, uma mágica de bruxos, uma blasfêmia, um estelionato satânico dos símbolos de uma Verdade com a qual não se brinca impunemente.

A carta aos Hebreus foi escrita por muito menos! O escritor dela diria que estão brincando com fogo ardente e consumidor, e crucificando o Filho de Deus não apenas uma segunda vez, mas todos os dias — fazendo de Jesus um produto de troca. Sim! Aquilo que custou o alto preço de Seu sangue, para que nos fosse gratuito, agora é mercadoria a ser vendida pelos camelôs do engano, em repetidos sacrifícios e indulgências!

Admira-me que estejais passando tão depressa Daquele que vos chamou na Graça de Cristo para outro evangelho...

Paulo aos Gálatas 1:6

Meu Deus, e se Paulo visse?!... Sim, se Paulo nos visitasse? Que epístola nos escreveria?

Veria aturdido o regresso da fé evangélica aos tempos dos cultos feitos a Baal e às imagens de escultura. Àquele tempo onde nem sombra ainda havia das sombras das coisas que haviam de vir — coisas que, inclusive, perderam a simbolização em razão de Jesus haver sido o cumprimento de todas elas.

Ser evangélico, para o Apóstolo, significava ter compromisso de fé e vida com o Evangelho de Jesus. Hoje, ser “evangélico” é pertencer a uma instituição religiosa que roubou o direito autoral do termo e se utiliza dele praticando um terrível “estelionato” de símbolos, histórias, mensagens e ilustrações.

Hoje, de maneira geral, quando um evangélico “evangeliza”, ele o faz a fim de que a “igreja” cresça como poder visível. Ou seja, “evangelização” significa crescimento numérico sob o pretexto de salvar as almas do inferno.

Quando Paulo evangelizava, isso significava levar as pessoas à consciência da Graça salvadora de Jesus e da possibilidade da experiência da liberdade-salvadora, tanto na vida pessoal como também na comunitária. O resultado, portanto, não é o surgimento de um número a mais para as estatísticas celestiais, mas uma nova criatura que o Espírito da Graça, em Cristo, faz nascer no Novo Homem!

Desse modo, se Paulo estivesse vivo hoje, provavelmente, ele nos diria que nós ainda não somos convertidos, pois voltamos atrás e aderimos aos conteúdos que negam a Cruz de Cristo!

A doutrina do Purgatório é uma verdade existencial para todos os cristãos — incluindo os protestantes e evangélicos! E por quê? Ora, dizemo-nos “salvos” pela Graça na chegada. Daí em diante somos “santificados” pela Lei (ou por nossas Listas, o que é a mesma coisa na intenção). Porém, tal “santificação” anula a Graça, pois, se a justiça vem pela Lei, Cristo morreu inutilmente. “Se é pela GRAÇA, já não é mais pelas obras; se fosse, a GRAÇA já não seria GRAÇA”, então ficamos num purgatório existencial sobre a Terra, pois nem nos tornamos verdadeiros filhos da Graça e nem nos entregamos aos rigores da Lei com honestidade. Ao contrário, fazemos o malabarismo de tentar conter o Vinho da Nova Aliança nos odres da Antiga, que se tornaram extintos e obsoletos.

Assim, não usufruímos nem a saúde nem a paz que vem da Graça e, tampouco, conseguimos viver pela Lei. Ou seja, vivemos em permanente estado de transgressão e culpa.

E quanto mais nós existimos nesse “purgatório”, mais orgulhosos, raivosos, arrogantes e mal-humorados nos tornamos, pois, no coração temos consciência de que não somos nem uma coisa nem outra: nem Gente da Graça e nem tampouco o Povo da Lei.

Jesus, porém, não veio ao mundo para criar um Circo, em alguns casos; uma Penitenciária, conforme outros; um Hospício, como acontece cada vez mais, ou um Estado Soberano como o Vaticano Católico e os “vaticaninhos” dos outros grupos cristãos.

Em Cristo, não temos que ser pré-condicionados por nada que não seja o fundamento dos Apóstolos e Profetas, cuja Pedra Angular responde pelo nome histórico de Jesus de Nazaré.

Quanto à igreja cristã, sabemos que ela não deixará de crescer em número e em poder terreno. Não. Seus templos estarão cheios e seu fervor religioso pode até aumentar. Mas saiba que esse nosso Cristianismo não terá qualquer mensagem do Evangelho a pregar para as próximas gerações (com suas complexidades psicológicas e espirituais), a menos que se converta radicalmente à Graça, não como uma doutrina-teológico-moral, mas como a essência de nossa relação com Deus, com o próximo e com o nosso próprio ser!

Nossa esperança é a possibilidade de que Ele ainda venha a gerar consciências libertas do medo de ser e podendo experimentar a Graça de viver em Cristo, sem os temores que hoje são tão bem administrados pela “igreja”, na sua obsessão de ser a “conquistadora” do mundo e de seus poderes — incluindo almas humanas —, embora não ajude as pessoas a terem uma alma para gozar a vida em Deus e Deus na vida, ainda na Terra, pois o “Jesus” da “igreja” veio para que tenhamos medo, e medo em abundância!



Caio Fábio


*Extraído do livro “Um só Caminho” (2ª edição do booklet “O Caminho da Graça para Todos”, que foi revisto e ampliado em seu conteúdo). O livro foi lançado no Encontro das Estações no Rio e pode ser adquirido através do email atendimento@caiofabio.com.

A VELOCIDADE ESTÁ ACABANDO COM O MUNDO

por Riva Moutinho


Estou ainda na casa dos 30 faltando menos de uma década para alcançar a “vitalícia” casa dos “enta” (quarenta, cinqüenta...), no entanto, quando falamos de um mundo em transformação pela tecnologia, percebemos que o pouco tempo parece ser muito, uma vez que podemos listar várias mudanças significativas. Sem dúvida alguma a tecnologia alterou profundamente a velocidade do mundo e por conseqüência toda a forma de pensar e de realizar do ser-humano.

Lembro da época em que escrevia cartas e as colocava no correio, e ficava aguardando por uma resposta... (zzzz...)

Lembro dos LP’s. Lado A e lado B e dos aparelhos de sons 3 em 1. (Uau!!!)...

Lembro do aparelho de vídeo cassete: duas cabeças, quatro cabeças (putz!!!). E da famigerada rebobinação da fita e a multa pra pagar na locadora se não entregasse a fita rebobinada! (afff!!!)

E por falar em fita; lembram da fita cassete? Lado A e lado B também... (rsss)

Entrei na área de informática cedo. Meu primeiro encontro com um computador foi com o XT e a linguagem Basic. Lembro de ter feito um curso de 7 meses para aprender Windows, Word, Excel e Power Point. (rsss)

Lembro quando os computadores 486 eram vendidos a peso de ouro e das inesquecíveis placas de fax modem US Robotics 33.6 com secretária eletrônica. (demais!!!)

Vi a internet ainda rara aqui no Brasil e lembro-me de acessá-la pela primeira vez na velocidade de 14.4Kbps. Só pra se ter uma idéia hoje eu navego a 10.000Kbps. No entanto, só fui ter condições de curtir um pouco mais quando lançaram os provedores gratuitos e, assim, de vez em quando, levava pra casa aos finais de semana um computador de algum cliente que iria trabalhar nele. Era desta forma que navegava pelo ainda ruim site de busca “Google”, mas pelo eficiente site de busca brasileiro “Cadê?”

Lembro da Microsoft não apostar no crescimento e na popularidade da Internet e vi os universitários transformarem uma simples idéia em uma das maiores empresas (o Google), por apostarem justamente naquilo que o “titio” Bill não acreditou. (e lá se foram bilhões de dólares)

Em contrapartida, vi “titio” Bill superar os donos do petróleo como homem mais rico do mundo. (Ah! “titio” Bill é a maneira como a gente de TI por aqui o chama).

Lembro no Napster (o programa pioneiro e famoso de pirataria de música pela internet) e do seu fim promovido pelas gravadoras e, em seguida, o surgimento da tecnologia P2P: Os arquivos compartilhados em milhões e milhões de computadores pelo mundo. Quem pega essa? (rssss)

Enfim, vi muitas coisas em mais de uma década, vivendo o dia a dia da tecnologia, mas não me tornei um “tecnólatra”, aprendi a usar a tecnologia para meu benefício e não permiti que ela me tornasse um escravo, uma vez que toda hora tem novidade saindo (antes era todo dia).

Entre tantas coisas a tecnologia deu mais velocidade ao mundo... E a velocidade está acabando com o mundo. A velocidade está aumentando o egoísmo e destruindo o amor. Está tirando do homem a percepção pelas pequenas e simples coisas e o levando a querer sempre mais e cada vez mais rápido. Está acabando com a sensibilidade, com o contato pessoal, físico e levando-o a um caminho cada vez mais solitário.

Um exemplo disso são as crianças que cada vez mais se prendem aos jogos de computadores e perdem o desenvolvimento do contato pessoal com outras crianças bem como aumentam a possibilidade de se tornarem obesas uma vez que não praticam exercícios físicos como os que eram produzidos pelas brincadeiras de pique-esconde, polícia e ladrão, cabo-de-guerra... enfim. São elas a geração de amanhã, gente!!!

Brinco com os meus clientes que antes eles queriam tudo pra ontem, mas hoje, querem para antes-de-ontem e outros mais “antes” ainda. E isso reflete na gente como profissionais que precisamos nos aprimorar cada vez mais rápido e, por conseqüência, acaba refletindo na nossa vida pessoal. E assim todos vão. Cada um na sua peculiaridade, mas todos dentro desta mesma bolha.

Nasci mineiro e confesso que diante de tanta velocidade o jeito mineiro me cativa cada vez mais. Outro dia estava passando pelo centro da cidade (dirijo pouco por lá) e vi que a prefeitura reformou o início de uma das principais avenidas daqui, retirando os locais de estacionamento e colocando várias pedras grandes em formas de banco sem encosto. Vi várias pessoas ali sentadas, conversando, em meio à correria da cidade. Aliás, não conheço muitas cidades, mas duvido que existam lugares com mais números de bancos do que nas cidades de Minas. E este gosto pela conversa é que a cada dia me cativa mais e a cada dia me faz agradecer por ser mineiro e também em pedir ao Pai que eu não me esqueça desta essência.
Penso que toda a tecnologia existente é benéfica para o homem, mas assim como tantas outras coisas que foram descobertas, acredito que o homem não saiba lhe dar com ela. Desta forma o benefício torna-se malefício por simplesmente não sabermos utilizá-lo como ferramenta e não como meio de sobrevivência.

O mundo não entenderá isso.

Mas é bom que percebamos isso.



Meu abraço virtual a você, no entanto, saiba que o meu desejo era para que ele fosse pessoal, real.

O fantástico disso é que este abraço chegará aonde às cartas escritas não chegariam. Esta é a ferramenta.



BH 17/06/2009
No dia que recebi a notícia que serei pai
de gêmeos bivitelinos

domingo, 14 de junho de 2009

AMIZADE

por Riva Moutinho


Segundo o dicionário, o significado da palavra amizade é “afeição recíproca entre dois entes”. O que parece ser uma definição lógica e conhecida por muitos de nós é também um dos significados mais desconhecidos na prática. Isso porque temos caminhado por um mundo que tem se estruturado em conchavos que, por sua vez, se baseiam na avareza de sentimentos egoístas. Sutilmente, assim como em vários outros termos e significados, vemos a amizade ter o seu significado na prática adulterado e o que antes deveria ser uma demonstração de amor, passou a ser um exemplo claro de estupidez.

Claro que não estou aqui generalizando todos e tudo, apenas gostaria de refletir sobre o que a Bíblia nos traz sobre amizade e, assim, poderíamos refletir sobre nós... cada um sobre si mesmo.

No primeiro verso do capítulo 18 de 1ª Samuel está escrito: “Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma.” A amizade relatada ao longo dos livros de Samuel nos ensinam várias lições.

Jônatas, filho do rei Saul, ajudou a Davi para que este não fosse morto por ele. Davi, em duas oportunidades escolheu não matar a Saul. Primeiro por ser este, apesar de tudo que estava fazendo, um escolhido de Deus; e em segundo por ser este o pai do seu amigo.

Quando soube da morte de Saul e Jônatas mediante um mensageiro que, em mentindo, disse ter matado a ambos. Davi chorou dolorosamente, matou aquele que disse ter matado a Saul, bem como a outros dois que mataram a Isbosete, filho de Saul (2ª Samuel 4) e procurou se havia alguém vivo ainda da casa de Saul para que pudesse agir com bondade e encontrou o filho de Jônatas, Mefibosete (2ª Samuel 9). A este, Davi restituiu todas as terras de Saul bem como passou a sentar-se à mesa juntamente com ele.

Estas atitudes demonstram a sinceridade e o amor da amizade existente entre Davi e Jônatas, antes mesmo de Jesus nascer como homem na terra e dizer: “ame a teu próximo como a ti mesmo.”

O que percebemos é que desde o início Deus sabia que não era bom que o homem estivesse só. E de fato hoje em dia um dos piores males que atingem a humanidade é a solidão que gera a depressão, a ansiedade e outros males emocionais e psicológicos.

Salomão nos diz que “é melhor serem dois do que um”. Uma conclusão lógica para o maior homem sábio já existente, mas note como ele esmiúça as aplicabilidades:

“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.” (Eclesiastes 4: 9-12)

A verdade é que não há como serem dois, como dois mesmo, se não existir a amizade que se esbalda do amor, entre eles. E é esta a amizade sincera, que é aquela que produz o bem a todos os envolvidos, que não permite que um se vá pelo caminho mal ou o caminho do engano, sem antes se disponibilizar, conversar, aconselhar. E mesmo que um se vá pelo caminho incerto, o outro continua a tê-lo por perto, apto a levantá-lo. Onde não há condenações, nem tampouco julgamentos, nem muito menos pré-julgamentos. Onde a inveja não encontra lugar de repouso e onde o ódio é desconhecido. Onde não há espaço para mentiras nem tampouco para fingimentos.

Este é o ambiente amigo... e o que não for assim não procede do bem.

Só há amizade se existir amor.

Para completar, gostaria de deixar a letra da música “Amizade Sincera” do Renato Teixeira, um dos grandes músicos brasileiros em minha opinião:

“Amizade sincera é um santo remédio
É um abrigo seguro
É natural da amizade
O abraço, o aperto de mão, o sorriso
Por isso se for preciso
Conte comigo, amigo disponha
Lembre-se sempre que mesmo modesta
Minha casa será sempre sua, amigo.

Os verdadeiros amigos
Do peito, de fé
Os melhores amigos
Não trazem dentro da boca
Palavras fingidas ou falsas histórias
Sabem entender o silêncio
E manter a presença mesmo quando ausentes
Por isso mesmo apesar de tão raro
Não há nada melhor do que um grande amigo.”

Riva Moutinho
BH – 14/06/2009
www.gracaeprosa.com


Assista ao vídeo criado com a música "Amizade Sincera"
Letra e Música: Renato Teixeira
Voz: Renato Teixeira e Dominguinhos





segunda-feira, 8 de junho de 2009

REVISTA "NO CAMINHO": Distribuição Gratuita


Queridos e Querida no Caminho,


A primeira edição da Revista NO CAMINHO
está pronta e o conteúdo vai enriquecê-lo(a).

No próximo domingo, dia 14/06/09, você poderá retirar o seu exemplar gratuitamente no nosso Encontro Evangelho, Café & Prosa a partir das 09h.

Se você não está em BH, mas gostaria de receber um exemplar, entre em contato pelo email disponível aqui no Blog.



Permaneçam Nele,


Riva Moutinho

NOSSA FÉ SÓ TEM ROCHA, NAO TEM PILAR…

por Caio Fábio


Desde que o “Papo de Graça” entrou no ar que não tem me sobrado quase tempo nenhuma para responder cartas aqui no site. Respondo todos os dias, mesmo no dia que não respondo nada..., pelo menos umas 50 cartas consigo ainda “responder”; embora somente considere que estou trabalhando nas cartas na perspectiva do site, quando consigo responder uma carta que valha a pena postar, pois, a maioria respondo apenas mandando dezenas de links do site que já tratam exatamente do mesmo assunto.

Aliás, quem já esteve ou tem estado no “Papo de Graça” sabe que se há um lugar para tirar dúvidas em geral, não importando a natureza da dúvida, o lugar é o “Papo de Graça”, na Vem e Vê TV, todos os dias às 15:30.

Às vezes, exibiremos um documentário, e a seguir discutiremos o assunto no “Papo de Graça”. Tente participar.

Além de tudo isto [e de uma agenda que não me pede para sair de casa, mas trás à minha casa o mundo todo] terei que ir várias vezes ao Rio este mês e no próximo [coisas médicas e familiares], além de que talvez tenha de ir à Manaus também duas vezes: uma para acompanhar minha mãezinha em um pequeno procedimento de cateterismo, e, depois de uns dias, voltar para passar uma semana lá: pregando no “Caminho” e também cheirando a floresta, no meio do mato, pelo menos uns três dias, pois, posso morar fora do Brasil para sempre [se for necessário], mas longe da floresta não dá...

Por isto, peço que se possível você Pesquise os temas do e no site e veja se você mesmo se ajuda independentemente de eu conseguir ou não responder pessoalmente a sua carta.

Também imploro a todos que se registrem na Vem e Vê TV, pois, assim, ficaria imensamente mais fácil para mim responder muitas cartas... Falando é mais fácil e rápido do que escrevendo... Meus dedos estão doídos de tanto escrever...

De fato, se fosse possível, eu precisaria ficar um a dois meses sem teclar... Mas me é impossível.

Estamos desenvolvendo uma software “inteligente” que lerá todas as cartas que me forem enviadas e buscará no site similaridades temáticas ou de conteúdos, e, automaticamente enviará tais links às pessoas, com a recomendação de que escrevam outra vez apenas no caso de não terem sido atendidas nas questões que possuam.

Pedi ao Elmo, meu cooperador, que desenvolvesse esse software porque vejo que as pessoas não se servem do site, e de tudo o que nele existe, apenas por preguiça; ou pior: porque mesmo sabendo que no site há o que procuram, ainda assim não lhes servirá se a mesma coisa não lhes for dita direta e pessoalmente por mim... — o que, para o meu gosto, é fetichismo, e não necessidade de resposta...

No início da década de 90 alguém fez uma pesquisa sobre os “sonhos dos evangélicos”...

Respostas prevalentes: 1º sonho: encontrar pessoalmente o Caio; 2º sonho: passar um dia conversando com o Caio; 3º sonho: ir a Israel com o Caio.

Alguns vieram me contar o tal “sonho de muitos” como se aquilo fosse me lisonjear, mas, de fato, me apavorou...

Hoje, com os meios mais pessoais de que disponho para a comunicação, fica mais fácil dizer às pessoas que não deve ser assim, pois, eu mesmo não estou aqui para alimentar fetiches...

Uma vez, no ano de 99, no Domingo de Páscoa, a campainha de minha casa na Florida tocou às 5 horas da manhã... Abri e levei um susto: era meu amigo Guilherme Kerr, naquele tempo [acho que ainda hoje] morador de Boca Raton, na Florida.

Ele entrou... Conversamos e choramos... No fim ele me disse que aquilo tudo só estava grande como estava, porque eu criara e alimentara um “monstro de expectativas” a meu respeito, a começar nele, que disse que a decisão que eu tomara balançara uns dos pilares de sua fé, que, mesmo eu não sabendo, disse-me ele ser eu...

Eu sabia que a dor dele era grande... Sempre amei o Gui como amigo, embora, durante o tempo em que ele veio trabalhar comigo em 1985/86, de súbito, sem que até hoje ele tenha me explicado..., do nada ele disse que estava indo embora... E foi...

Agora, anos depois, estava ele ali, na minha frente, e com o poder sincero daquela dor...

Eu disse a ele que não havia alimentado monstro algum... Disse que as pessoas é que projetavam o que queriam em mim..., embora eu vivesse me desconstruindo aos olhos de todos, mas que, quanto mais o fazia, mais “eles” diziam: “Esse é o cara!”

Um pouco antes de ele ter estado comigo, a mãe dos meus filhos, àquela altura naturalmente muito magoada comigo, havia sonhado o seguinte sonho, embora já estivéssemos separados há quase 1 ano. Narrei o sonho aqui no site a primeira vez nos seguintes termos:

Em Janeiro de 1999 eu já estava separado conjugalmente da mãe de meus filhos há 10 meses. O mundo político também já havia desabado sobre mim — todo desabamento posterior foi aftershock.

Naquela ocasião ouvi o seguinte sonho a meu respeito e que me foi contado por alguém que à época estava passionalmente magoada comigo...

Por isto, o sonho ganhou ainda mais significado para mim.

Ela contou:

“Era uma praça européia, com cara de coisa antiga. Eu e duas amigas nossas [Sílvia e Cíntia] estávamos lá. Havia uma feira e muitas frutas. De súbito um alarido... A multidão correu. Uma grade alta impedia a passagem do povo para o pátio. Ao fundo um paredão de fuzilamento. Então entra você... Cinco de você. Você como eu te conheci aos 18 anos. Você aos 30 anos, alto, imenso, um gigante, só que no seu rosto havia um espelho; quem olhava para você enxergava a si mesmo. Você era o rosto de todos e todos viam seus rostos em você. Depois veio você como você hoje — janeiro de 1999. E depois de você com cara de hoje, veio você mais baixo, mais magro e muito mais sólido — apesar de sofrido... Por último veio você-seu-pai. Você velho, manso, sábio e pacificado. Vocês cinco foram levados para serem fuzilados. A praça se revoltava contra o ato. Eles apontaram para atirar. Mas você-de-hoje levantou a mão ao céu, exaltou o nome de Deus em palavras que ninguém entendeu, e trouxe a mão ao peito em solenidade. O que você não viu é que seu braço direito havia se tornado em espada e que atravessou seu coração. Uma criança ao meu lado chorava o choro de muitas gerações. E perguntava: Quem vai nos falar de esperança agora? Foi quando eu vi que você-hoje morreu para que você antes e você depois pudessem viver. Você vai ficar um velho sábio e pacificado” — ela concluiu.

Psicológica, histórica e existencialmente esse sonho tem sido profético para mim. E, à época, vindo de quem veio, pareceu-me tomado de total soberania.

Assim, voltando a quem sou e a quem não desejo ser para você, digo:

É minha decisão pedagógica e de natureza espiritual não permitir que me totemizem ou me fetichizem jamais...

O Senhor me salvou; salvou a minha vida e história de vida com e para Ele; sim, matando o “Caião dos Evangélicos” e, assim, me devolvendo a mim mesmo...; livre que fiquei de ser o “espelho mágico” dos “crentes”.

Quem anda aqui comigo, no site ou no “Caminho”, sabe que gosto de respeito e reverencia, o mesmo que dou a todos, e que é o mesmo que demando para mim; mas nada mais além disso...

Encher este site da quantidade e da qualidade de conteúdos que aqui há tem sido algo que poderia ser apenas a tarefa de minha vida, embora não seja, pois, antes de haver site eu já estava entregue à mesma pulsão de gerar conteúdos úteis ao crescimento na Graça para quem assim o desejasse.

A questão é que agora os conteúdos estão aí...

Portanto, não lê-los, e, ao invés disso, somente se sentir atendido se eu responder pessoalmente, não é algo sadio; pois, faz da minha miserável resposta algo como se fosse uma resposta à oração...

Ora, Deus me livre disso!...

Ora, o que eu sei é que se eu morresse agora, as pessoas sabendo que não haveria mais “respostas pessoais”, entregar-se-iam à leitura do site, tirando dele todo o proveito possível; e, talvez, crescendo muito mais do que fazem hoje, quando, não lendo o site, escrevem esperando que eu crie uma site de grife para cada um — com personalização ao estilo Banco Itaú Personalitê.

Essa fixação de From:_______ – To:________; ou ainda: De:________ - Para:____________..., é uma desgraça que tem feito muita gente deixar de ler o conteúdo, porque, no seu paganismo de “grife”, não consideram os conteúdos a menos que tenham sido produzidos para aquela pessoa...; ainda que eu tire do site tudo o que já disse a outros com o mesmo problema e apenas “cole” ali para aquela pessoa com sede de “grife”...

Ora, parece que a pessoa se satisfaz..., mesmo que haja conteúdos muitos mais amplos, práticos e próprios para a pessoa ler e crescer por si mesma.

Portanto, amigos, leiam o site.

Se eu partisse hoje o site seria meu legado mais consciente para quem deseja crescer na fé mediante aquilo que pela Palavra me tem sido dado.

Era isto que queria dizer a você no dia de hoje!...

E mais: faço com você o que faço com meus filhos; pois, entre nós sobra amor, mas cada um deles aprendeu a andar com as próprias pernas.

A satisfação de um pai é a emancipação e maturidade dos filhos!



Nele, que nos ensinou a continuar sem a fisicalidade de Sua presença, quanto mais sem a presença de qualquer um outro...,



Caio
5 de junho de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

sexta-feira, 5 de junho de 2009

UMA LIÇÃO DO GALINHO

por Riva Moutinho

O Galinho Chicken Little é uma animação dos Estúdios Walt Disney que apresenta uma nova versão da fábula clássica de um galinho que causa pânico generalizado quando confunde a queda de uma avelã com um pedaço do céu que estaria caindo. Logo o Galinho determina-se a recuperar sua reputação e quando tudo parecia ir a seu favor, um pedaço do céu cai, de verdade, sobre a sua cabeça e a cidade inteira não acredita nele até que...o céu cai sobre a cabeça de todos.

Esta animação que assisti há algum tempo me traz um ótimo aprendizado pra vida. Quantas pessoas conhecemos e que são rotuladas como “devaneantes”, ou como geradoras de tempestades em copos rasos d´água? Eu particularmente conheço várias que deram tanta ênfase a determinados assuntos que quando fui avaliar de fato, o “monstro” era muito menor do que se pensava.

Mas e quando deixamos de ouvir tais pessoas porque simplesmente em dado momento de suas vidas elas “viajaram demais na maionese”, ou seja, quando elas se tornaram desacreditadas diante de um grupo ou ainda mesmo para apenas nós mesmos?

Lembro-me assim, do descrédito dado a Jeremias ou a João Batista porque os achavam loucos diante dos absurdos que falavam e faziam, mas suas maneiras ou comportamentos estranhos não deturparam as Mensagens as quais Deus os tinha designado a propagarem.

Penso que no caminhar ao longo da vida conhecemos os dois lados: o de acreditar e o de não acreditar, o de pré-julgar e o de aceitar, o de se definir pré-conceitos e o de se estabelecer o bom senso.

Diante de um único ato falho, o Galinho foi pré-conceituado por sua cidade, que o rotulou como um “criador de pânico” ou “um contador de mentiras”. Assim, quando novamente um novo acontecimento trouxe à tona esta questão todos “apedrejaram” o Galinho e inclusive o seu próprio pai não escapou de ter o mesmo sentimento dos demais. Então todos da cidade só acreditaram quando mais pedaços do céu começaram a cair sobre toda a cidade gerando o pânico. Assim o povo de Israel só creu em Jeremias quando Nabucodonosor os levava cativos à Babilônia.

E aqui fica a lição que tomei pra mim quando assisti a esta animação: que busquemos sempre o caminho do bom-senso, o do não pré-julgamento, o do não pré-conceito. Assim se alguém já lhe inventou estórias ou as aumentou, não a rotule, apenas busque ouvi-la sempre, buscando coisas que sejam tangíveis e se não se oriente apenas por uma única fonte de informação.

Por outro lado se você é o rotulado, busque a cautela, o refrear da língua, fatos que comprovem com o que tem a falar e a sobriedade.

E em todos os casos, ore sempre ao Pai para que Ele nos dê sabedoria de sermos e de agirmos não conforme nossas naturezas, mas com equilíbrio como Jesus nos demonstrou.

Riva Moutinho
14/01/2009
BH - MG

segunda-feira, 1 de junho de 2009

QUANDO OS DEMÔNIOS FAZEM MORADA NA RELIGIÃO

por Caio Fábio

Jesus falou pouco a respeito da possessão demoníaca explicita. Sim! Ele falou pouco sobre o assunto. Todavia, expulsou todos os demônios que como tais se manifestaram diante dEle. Entretanto, Ele tratou bastante do assunto das possessões sutis, que são as piores, pois, em geral, podem ser mais “culturas espirituais” que demônios que se “manifestem” como tais; muito ao contrário. Não são, necessariamente, o demônio, mas são demoníacos!

Nos textos que seguem, Jesus abordou o tema da possessão demoníaca em dois níveis: um existencial e outro generacional.


Primeiro Leia o texto generacional:

Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém não encontra.
Por isso diz: Voltarei para minha casa donde saí.
E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada.
Então vai, e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim também acontecerá a esta geração perversa.

Aqui a ênfase recai sobre “esta geração perversa!...”

Agora, Leia o mesmo texto em Lucas e veja a conclusão existencial:

Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, procurando repouso; e, não o achando, diz:
Voltarei para minha casa donde sai.
E, tento voltado, a encontra varrida e ornamentada. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem se torna pior do que o primeiro.

Se você me pergunta se creio que há diferença entre as duas coisas, minha resposta é sim e não. Sim, apenas porque se um indivíduo está possesso, isto não significa que todos estão possessos de sua possessão. E também porque como veremos mais adiante neste livro, toda possessão individual é também projeção das possessões coletivas e vice versa.
Em ambos os textos tudo é igual. O espírito imundo sai de um homem. Procura lugar de pouso e não encontra. Então diz: “Voltarei para a minha casa de onde saí.” E o faz trazendo consigo novos inquilinos e, assim, o segundo estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro.

A diferença está apenas no “aplicativo” de Mateus: “Assim também acontecerá a esta geração perversa”.

Desse modo, a única diferença entre uma possessão individual e uma coletiva é que no primeiro caso o homem perde o controle de si e, por vezes, perde sua consciência individual. Já no segundo caso, a consciência dos indivíduos fica suficientemente cônscia de si, mas não discerne o poder de conexão invisível e que, escondido no coletivo, age como um sentir unânime e, em geral, mobiliza a “maioria” com alguma causa de vida ou morte, sendo que o efeito nunca é vida, é sempre morte!

Jesus não faz muitas alusões explicitas àquela geração. No entanto, Ele fala em abundância sobre quem ela era, mas não usa muitas vezes a palavra geração.

Afinal, não precisa estar escrito para estar dito!

Assim é que Jesus compara aquela geração a meninos que sofrem de um mal-humor crônico e contínuo, além de ser indefinido. Era raiva da vida e da liberdade de ser dos outros. E tanto fazia qual fosse a “expressão de ser” do outro em observação. Eles odiavam a quebra dos padrões de “normalidade” conforme o fizeram tanto Jesus quanto João Batista. Ambas, eram, em si mesmas, existências antitéticas em relação a sua geração, embora, os dois, fossem também diametralmente diferentes em seus comportamentos em relação um ao outro.

A segunda referência significativa àquela geração acontece num sanduíche de fariseus e escribas da Lei tentando provoca-Lo. Ele vinha de expulsar um demônio à vista da mesma assembléia de religiosos. Foi objeto da mais terrível interpretação no seu ato: “Este não expele os demônios senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios”. A esses, Jesus diz o seguinte:

1. Satanás não cometia burrices daquele tipo. Portanto, sugere que a presença de Satanás não estava na divisão causada por Jesus em seu “reino”, mas, ao contrário, estava estabelecida na monoliticidade do corpo de pensamento daquela geração, agora, sim, dividido pela presença antitética de Jesus. Eles eram os demônios atingidos!

2. Se o argumento deles fosse válido, então, antes de julgarem a procedência do poder que emanava de Jesus, eles teriam que explicar a fonte do poder utilizado pelos seus próprios filhos, que também “expulsavam demônios”. Em não o fazendo, estavam reconhecendo o poder de Belzebu como a força operativa também entre eles.

3. Se não podiam “responder” sem se acusar, então, que admitissem que em Jesus o poder manifesto era o do Reino de Deus que estava, em Jesus, no meio deles.

4. Nesse caso, diz Jesus, o que estava acontecendo era um saque divino nos cativeiros de Satanás, pois sua “casa” havia sido invadida por Alguém que lhe era superior, com poder, inclusive, de “amarra-lo e saquear-lhe os bens”.

5. Desse ponto em diante Ele traz a “espada” e divide a assembléia dizendo-lhes que qualquer declaração que saísse de suas bocas com aquele tipo de conteúdo e que não correspondesse a verdade de seus corações—sendo, apenas, portanto, uma utilização “política” do tema espiritual, carregando uma “calúnia” contra Jesus e uma “blasfêmia” contra o Espírito de Deus que Nele agia—seria considerado um pecado sem perdão! Ou seja: se conscientemente eles sabiam que Jesus era enviado de Deus, mas, em razão da des-construção institucional que Jesus trouxera com Sua mera presença entre eles, haviam optado pelo caminho da negação da Graça que em Jesus os visitava; então, pela fria opção pela manutenção do poder que julgavam possuir, eles se colocavam cometendo a pior blasfêmia: negar que a mão de Deus seja a mão soberana em ação, preferindo caluniar o agente da Graça, cometer um blasfêmia contra o Espírito, mas não perderem seu poder temporal que, em Jesus, eles viam ameaçado. Essa era a “possessão” que os possuía.
6. Na seqüência Jesus adverte sobre as “palavras” como sendo o resultado da escolha existencial do homem, do que ele tira ou não de seus baús do coração: se busca seus valores nos cofres da verdade ou nos sombrios e secretos ambientes de sua perversidade interior. E conclui de modo a vaticinar um terrível juízo sobre toda palavra frívola dita pelos homens em relação a Deus e ao próximo.

Ora, é neste ponto da “batalha” que os adversários chegam, cinicamente, com uma “pérola tirada do mau tesouro” de suas almas:

“Mestre, queremos ver de tua parte um sinal”—pediram eles!

Ele, porém, lhes respondeu:



“Uma geração má e adúltera pede um sinal; mas nenhum sinal lhe será dado, senão o do profeta Jonas”.

O que segue é Jesus afirmando que tanto os Ninivitas dos dias de Jonas quanto os Etíopes dos dias de Salomão e da rainha de Sabá, eram seres infinitamente mais abertos à Deus que os arrogantes filhos da Teologia Moral de Causa e Efeito, os mesmos que agora queriam “tentá-lO”, pedindo-lhe uma demonstração visível de um efeito confirmador da causalidade divina de Jesus. Enfim, outro pedido semelhante ao feito por Satanás no Pináculo do Templo.

Ora, é nessa “viagem” que entra o tema da “geração” que se tornara Casa de Espíritos Maus, conforme o relato de Mateus acerca da “possessão” generacional.

Se você for verificar a mesma passagem do Evangelho em Lucas, você verá que o contexto antecedente é exatamente o mesmo. Em Lucas, todavia, a seqüência do contexto imediato—ou seja, o que vem depois— fala de maneira ainda mais clara dos “espíritos” que haviam se instalado no inconsciente coletivo daquela geração, formando uma rede de pensamentos e sentimentos contrários à Graça de Deus e sua revelação em Jesus.
As denuncias que Jesus faz àquela geração são as seguintes:

1. Os pagãos sempre haviam sido mais abertos à revelação do que eles. E a própria resposta dos “gentios” que encontraram com Jesus nas narrativas dos evangelhos demonstram isto.

2. Não adiantava que seus adversários dissessem que eles eram o Povo da Luz, pois, esta, quando habita alguém, aparece sempre. Além disso, a “luz” de um ser não vem “de fora”, nem de seus supostos encontros-de-hora-marcada com a luz. A verdadeira Luz nasce nos ambientes interiores e gera uma nova maneira de enxergar a vida. Aqui Ele associa a luz do ser ao modo como a pessoa “interpreta” a vida, a Deus e ao próximo. E mais: Ele diz que a luz do ser vem também dele não negociar com suas sombras, escondendo-as, pois, nesse caso, o que deveria ser a fonte de luz—o interior e seus bons pensamentos e interpretações da vida—, passa a ser o gerador das trevas no interior humano.

Agora, no mesmo contexto imediato—ou seja: “Ao falar Jesus estas palavras”—, um fariseu o convidou para ir comer em sua casa; então, Jesus, entrando, tomou lugar à mesa.

O problema é que Jesus entrou, sentou e comeu!

Que problema!

Ele não havia lavado as mãos antes de comer!

O fariseu não agüenta a transgressão cerimonial cometida por Jesus. Afinal, Jesus era o mesmo que eles, coletivamente, haviam acusado de ser instrumento de Satanás.
Agora, preste atenção como toda a conversa que se segue — que começa numa casa, à volta da mesa, com serviço de lavagem cerimonial disponível, com copos, pratos e mobílias, e se transforma na analogia perfeita da “casa vazia, varrida e ornamentada”, pois, o tema volta nos lábios de Jesus.

“O Senhor, porém, lhes disse: Vós, fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade”.

Para mim fica impossível não associar a analogia da “casa vazia, varrida e ornamentada” com “limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade”.

O resto da fala de Jesus continua a denunciar a mesma conexão entre ambas as “imagens” de possessão:

1. Exterior limpo, interior habitado por rapina e perversidade.

2. Quem fez o exterior é o mesmo que fez o interior de todas as coisas. E, para Ele, é o amor solidário aquilo que torna o mundo puro para os puros.

3. As exterioridades do culto à mobília e aos ornamentos exteriores do ser eram o deus deles. Por essa razão eles davam devocionalmente a Deus apenas aquilo que contribuía para a propaganda de como sua “casa estava varrida e ornamentada”, enquanto negligenciavam as verdades do interior, que são aquelas que “enchem a casa” daquilo que é bom. E a prova desse culto à “casa varrida e ornamentada” aparecia até mesmo nas obviedades de seus códigos de valores e importâncias: todos ligados a imagem e às suas pretensas distinções entre os homens.

Naquela assembléia reunida na casa do fariseu não havia apenas religiosos zelosos das exterioridades da Lei, como os fariseus, havia ali também alguns teólogos, ou seja: interpretes da Lei. E, é deles que agora vem a confissão de que as palavras de Jesus os “ofendiam” também. Passaram um recibo autenticado no Cartório da Culpa.
E o que Jesus diz à esses teólogos, os “interpretes da Lei”?


1. “Ai de vós também, interpretes da Lei! porque sobrecarregais os homens com fardos superiores às suas forças, mas vós mesmos, nem com o dedo os tocais”—afirmando que a “mobília” da casa varrida e ornamentada era patrocinada por eles, ao “construírem” uma teologia para estivadores, sem a misericórdia de perceber que aquela tarefa que eles impunham sobre os outros era mais que desumana, e, além disso, dava a eles o poder satânico de, em nome de Deus, oprimirem o próximo com aquilo que eles mesmos não agüentavam bancar nem nos ambientes de seus próprios corações.

2. “Aí de vós! Porque edificais os túmulos dos profetas que os vossos pais assassinaram. Assim sois testemunhas e aprovais com cumplicidade as obras dos vossos pais; porque eles mataram e vós lhes edificais os túmulos”—asseverando que a atitude politicamente mais “correta e leve” dos teólogos não escondia da face de Jesus a verdade. Sua “diplomacia” também era perversa. Eles eram apenas mais educados em suas atitudes. Mas no seu interior havia a mesma “rapina e perversidade” de seus colegas fariseus. Desse modo, Jesus denuncia as etiquetas da religião e seus representantes, que matam os portadores da Palavra, mas sempre, após a História se impor sobre os interesses então imediatos—seus filhos, filhos da mesma escola e alunos da mesma teologia—, erguiam agora os túmulos do profetas, fazendo “reformas históricas”, mas que não os colocavam no caminho da obediência à Palavra de Deus falada pelos profetas no dia de Hoje! Assim, eles achavam que construir tumbas em honras dos profetas os diferenciava de seus pais, os assassinos de ontem. A questão, todavia, é que Deus é Deus de vivos e não de mortos. E Sua real expectativa não é que os profetas sejam ou fossem honrados, mas ouvidos!

4. Jesus conclui dizendo que eles não se diferenciavam em nada de seus pais. Afinal, eles estavam tendo a chance histórica de experimentar o verdadeiro arrependimento—ou não era Jesus que eles agora rejeitavam?—, mas nem mesmo isto eles enxergavam, fazendo-se, assim, mais cegos e homicidas que os seus pais.

5. A questão é que aquela não era uma situação “estanque” ou sequer “departamentalizável”. Eles eram parte da mesma geração. Havia uma conexão simbiótica entre eles—fosse no passado, fosse no presente! Portanto, havia uma possessão crescente e cumulativa no processo histórico-religioso. E mais: Aquela geração teria que responder por si mesma e pelo passado, do qual eles faziam um mero replay no presente.

6. O pior para Jesus era que os “interpretes da Lei” diziam possuir a “chave da ciência” interpretativa. Ora, Jesus diz que era baseado nesse auto-engano—ou, quem sabe: engano deliberado!—, que eles nem entravam na Graça e nem deixavam os que a desejavam poderem entrar com as próprias pernas pela Porta. E que pior denuncia pode haver para qualquer tipo de clero?! A separação humana entre Leigos e clérigos, em qualquer que seja o nível ou em qualquer que seja a nomenclatura, é um acinte ao puro e simples Evangelho de Jesus!

O que se segue a isto é a declaração explicita de que tanto os letristas-escribas, quanto os escrachadamente legalistas-fariseus, bem como os educadamente Moralistas-interpretes da Lei, agora o “argüíam com veemência” procurando confundi-Lo com muitos assuntos, “com o intuito de tirar de suas palavras motivos para o acusar”.
Para Jesus toda discussão sobre a Palavra acaba em confrontos satânicos. Por isto, mesmo havendo uma multidão interessada no debate, Ele vira e fala apenas com os Seus discípulos, e lhes diz o seguinte:

1. “Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia”—e, assim, Ele lhes diz que os fariseus, à semelhança do fermento, eram os mestres do inchaço da Lei. Eles eram hipócritas, pois, aumentavam o peso das coisas que eles sabiam que homem algum poderia carregar. Seu fermento era apenas a capacidade de “aumentar” as Escrituras sem discernir sequer os conteúdos da Palavra.

2. “Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido”—revela agora a certeza de Jesus não só sobre o Juízo Final, mas sobre a impossibilidade dos homens se esconderem para sempre! Portanto, diz Ele aos seus discípulos: “Não sucumbam à religião das aparências. O que é, é!” E mais: ele retoma ao tema da casa na continuidade do mesmo assunto: os bochichos do interior da casa ainda seriam gritados da varanda.

3. O que segue é a advertência de Jesus aos discípulos quanto a não se impressionarem com aquelas Potestades Religiosas e nem Políticas. Elas não deveriam ser temidas. Seu poder de fazer mal não passava do corpo. E mais: até para exercerem tal poder, tinham que ter — à semelhança de Satanás em relação à Jó —, uma permissão divina. Tudo estava sobre controle. O perigo não vinha deles, mas do coração e de suas produções. Quanto ao poder de oprimir que os Senhores do Saber possuíam, Jesus diz que não era para se preocupar. Eles contavam com a perversidade satânica para interpretar a existência. Os discípulos, no entanto, carregavam a promessa de estarem habitados pelo Espírito da Verdade, que lhes ensinaria como não se sujeitarem aos trabalhos forçados daqueles donos de pesadas mobílias e que moravam numa casa vazia, varrida e ornamentada!
A seqüência do texto continua mostrando o significado de ser uma casa vazia, varrida e ornamentada. Isto pode vir da tentação de se aceitar a função de “juiz e repartidor” entre os homens. Ou mesmo poderia ser o produto da superficialidade de uma existência possessa de “avareza”. Ora, esse espírito também trás como sua marca distintiva a percepção de valores apenas no mundo das imagens e das seguranças visíveis, enchendo ceLeiros, mas deixando a casa espiritual vazia de Deus.

Na seqüência, Ele passa a inocular em Seus discípulos alguns anticorpos que pudessem dar a eles a consciência acerca do enganoso vírus do fermento dos religiosos, filhos da Teologia Moral de Causa e Efeito.

Jesus prossegue com a temática das relações de causa e efeito presentes no pensamento de Seus contemporâneos.

É significativo que logo adiante Jesus expulse um demônio numa sinagoga. Ora, ali está o quadro pintado de uma casa vazia, varrida e ornamentada, mas onde o diabo mantinha “filhos de Abraão em cativeiro”.

E qual é a reclamação do gerente da Casa Vazia—a sinagoga? Seu argumento tem a ver com a bagunça que a libertação causou à ordem das coisas na casa bem arrumada, e que fora construída para não ser o lugar da vida, sendo tão somente um showroom de religiosidade. Nesse lugar ninguém quer saber se você está melhor, mas apenas se está tudo em ordem!

A mim vem agora uma pergunta: o que teria instigado os espíritos da casa vazia, varrida e ornamentada a agirem de modo sete vezes pior?

No contexto anterior, em Lucas, Jesus envia setenta discípulos para pregarem o evangelho da Graça, a Palavra do Reino, o Evangelho da Salvação.
Ao retornarem, os discípulos vieram felizes com os resultados: “Até os demônios se nos submetem pelo teu nome”—disseram eles!

Jesus, no entanto, lhes respondeu que Ele mesmo vira Satanás ser atingido em cheio pelo resultado daquela missão, caindo do céu como um relâmpago. E mais: que a alegria dos discípulos deveria sempre ser a alegria de ser e não a de poder, e também jamais deveria se basear no sentimento de prevalência sobre as forças do mal no “outro”—afinal, raramente se encontra um humilde e sadio exorcista ambulante—, mas sim, com o fato de que, pela Graça de Deus, e, em Cristo, seus nomes estavam escritos no Livro da Vida, onde tudo o que de fato Deus chama de ser-história-do-ser está lá registrado para o nosso bem.
O ódio de Satanás vinha do fato que aquela Casa Vazia, Varrida e Ornamentada pelas Leis, pelos cerimonialismos, pelo comportamentalismo exterior, pelas morais homicidas, pelos dias tão santos que neles nem o bem cabia, pelos Concílios da Verdade, pelos aparatos das piedades exteriorizadas, e, sobretudo, pela capacidade de “jeitosamente” desviarem a atenção dos homens dos ambientes do coração para as nulidades das exterioridades da religião e seus infindáveis rudimentos.

Agora, todavia, para horror dos “demônios”, chegara “o mais valente” e com Ele vinha o poder de “amarrar” aquelas forças, a fim de poder encher a casa não com mobília e ornamentos das aparências da piedade exterior, mas com Vida!

Para Jesus, mais vazios que os “vazios” que eram habitados “circunstancialmente” por demônios, eram os que propositalmente “construíam” casas religiosas que nada mais eram que lugar de morada de demônios, tornando a casa cada vez mais mal assombrada! De fato, o que eles chamavam de “mobília ornamental”, Jesus chamava de “rapina e perversidade”.

E aqui voltamos ao nosso tema:

A Teologia Moral de Causa e Efeito é a gestora satânica da Casa Vazia, Varrida e Ornamentada!

E sabe por quê?

Ora, Jesus estava falando dos mestres e seus melhores exegetas, os interpretes da Lei; dos melhores executivos devocionais que a tradição judaico-cristã já teve, os fariseus; dos mais bem sucedidos políticos da religião, os sacerdotes; e dos depositários mais fiéis da Revelação Escrita, os escribas. Todavia, eles eram sepulcros pintados de branco por fora a fim de esconder a podridão que crescia dentro deles.

Quanto mais Moral é o consciente humano, mais adoecidamente tarado, lascivo e perverso o seu inconsciente será!

Eles tinham a casa, o Templo; e possuíam o poder de fazer sua gestão; o poder era oriundo dos cargos que ocupavam na manutenção do sistema; e esses cargos eram mais elevados à medida que alguém se “avantajava” nas praticas das regulamentações legais, exteriormente, é claro!

Todavia, eles só tinham copos, pratos, talheres, lavatórios, mesa, comida e a certeza de belos ornamentos para a decoração. Afinal, o “lixo” dos outros eles cobriam com pedras. E os seus próprios, eles ocultavam no coração.

Faltava-lhes tudo!

Faltava-lhes vida e a real Presença do Deus da Graça em seus corações!

Eles haviam sido tragados. Estavam escravizados pelo pecado de sua quase incurável arrogância. E se tornaram tão vazios de amor a Deus e à vida, que nem sentiam que no seu zelo, eles se tornavam freqüentes transgressores da Lei e dos Profetas. Ora, eles estavam vazios em seu próprio ser, pois, esvaziaram de tal modo a sua própria casa-ser, que eram agora capazes de planejar até mesmo a morte de Jesus— depois vieram a consumá-la, como também tinham consentido com a execução do último profeta, João, o Batista!— e isto enquanto faziam vista grossa ao comercio nojento e asqueroso no qual o “mercado religioso” se tornara. E pior: criando uma religião de causa e efeito que permitia ao filho desonrar aos pais desde que a causa-desculpa gerasse o efeito-contribuitivo para os cofres da Religião.

Tudo isto feito pelo poder, pelo lucro e pela auto-exaltação, piedosamente admitidas como expressão do zelo pelas coisas de Deus. Esses seres se tornaram tão mortalmente vazios que Jesus os chama de “sepulturas invisíveis”.

Todavia, em matéria de exterioridades, de mobílias morais e religiosas, eles eram os melhores e mais devotos religiosos que o Ocidente já teve notícia!

Jesus, entretanto, viria a chamá-los de “filhos do diabo”.

Aquela geração tinha a “mobília”, mas a casa estava vazia de Deus, varrida pela Moral da Lei e ornamentada pelo cerimonialismo sacerdotal. Mas era apenas isto!

Conclusão: os demônios voltaram e foram habitar o inconsciente da maioria, criando assim, uma “consciência” moralmente rígida, e quanto mais rígida se tornava, tanto mais os demônios lhes atordoavam o “interior da casa”.

Estavam literalmente fadados a serem os reis do exemplo, para fora; enquanto, do lado de dentro, viam-se tendo que existir como cativos, sobrevivendo mortalmente entre vôos de aves de rapina e besta perversas, des-cumprindo assim, interiormente, as Leis que impunham “aos outros” do lado de fora, que nada mais eram que as Leis da animalidade predatória, escondidas sob os signos da Moral e da religião. Ora, exatamente conforme os padrões das Leis de causa e efeito da natureza caída!


Caio

UM CONVITE À DOCE REVOLUÇÃO - VEM E VÊ!


O Evangelho é a certeza de que Deus, em Cristo, se reconciliou com o mundo!

Um convite à Doce Revolução... Vem e vê!


Artigo 1 – Fica decretado que agora não há mais nenhuma condenação para quem está em Jesus, pois, o Espírito da Vida em Cristo, livra o homem de toda culpa para sempre.

Artigo 2 – Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive os Sábados e Domingos, carregam consigo o amanhecer do Dia Chamado Hoje, por isso qualquer homem terá sempre mais valor que as obrigações de qualquer religião.

Artigo 3 – Fica decretado que a partir deste momento haverá videiras, e que seus vinhos podem ser bebidos; olivais, e que com seus azeites todos podem ser ungidos; mangueiras e mangas de todos os tipos, e que com elas todo homem pode se lambuzar.

Parágrafo do Momento: Todas as flores serão de esperança; pois que todas as cores, inclusive o preto, serão cores de esperança ante o olhar de quem souber apreciar. Nenhuma cor simbolizará mais o bem ou o mal, mas apenas seu próprio tom, pois, o que daí passar estará sempre no olhar de quem vê.

Artigo 4 – Fica decretado que o homem não julgará mais o homem, e que cada um respeitará seu próximo como o Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões, visto que com ele se encontra para correrem juntos o mesmo curso até o encontro com o Mar.

Parágrafo que nada pára: O homem dará liberdade ao homem assim como a águia dá liberdade para seu filhote voar.

Artigo 5 – Fica decretado que os homens estão livres e que nunca mais nenhum homem será diferente de outro homem por causa de qualquer Causa. Todas as mordaças serão transformadas em ataduras para que sejam curadas as feridas provocadas pela tirania do silencio. A alegria do homem será o prazer de ser quem é para Aquele que o fez, e para todo aquele que encontre em seu caminhar.

Artigo 6 – Fica ordenado, por mais tempo que o tempo possa medir, que todos os povos da Terra serão um só povo, e que todos trarão as oferendas da Gratidão para a Praça da Nova Jerusalém.

Artigo 7 – Pelas virtudes da Cruz fica estabelecido que mesmo o mais injusto dos homens que se arrependa de seus maus caminhos, terá acesso à Arvore da Vida, por suas folhas será curado, e dela se alimentará por toda a eternidade.

Artigo 8 – Está decretado que pela força da Ressurreição nunca mais nenhum homem apresentará a Deus a culpa de outro homem, rogando com ódio as bênçãos da maldição. Pois todo escrito de dívidas que havia contra o homem foi rasgado, e assustados para sempre ficaram os acusadores da maldade.

Parágrafo único: Cada um aprenderá a cuidar em paz de seu próprio coração.

Artigo 9 – Fica permanentemente esclarecido, com a Luz do Sol da Justiça, que somente Deus sabe o que se passa na alma de um homem. Portanto, cada consciência saiba de si mesma diante de Deus, pois para sempre todas as coisas são lícitas, e a sabedoria será sempre saber o que convém.

Artigo 10 – Fica avisado ao mundo que os únicos trajes que vestem bem o homem diante de Deus não são feitos com pano, mas com Sangue; e que os que se vestem com as Roupas do Sangue estão cobertos mesmo quando andam nus.

Parágrafo certo: A única nudez que será castigada será a da presunção daquele que se pensa por si mesmo vestido.

Artigo 11 – Fica para sempre discernido como verdade que nada é belo sem amor, e que o olhar de quem não ama jamais enxergará qualquer beleza em nenhum lugar, nem mesmo no Paraíso ou no fundo do Mar.

Artigo 12 – Está permanentemente decretado o convívio entre todos os seres, por isso, nada é feio, nem mesmo fazer amizades com gorilas ou chamar de minha amiga a sucuri dos igapós. Até a “comigo ninguém pode” está liberta para ser somente a bela planta que é.

Parágrafo da vida: Uma única coisa está para sempre proibida: tentar ser quem não se é.

Artigo 13 – Fica ordenado que nunca mais se oferecerá nenhuma Graça em troca de nada, e que o dinheiro perderá qualquer importância nos cultos do homem. Os gasofilácios se transformarão em baús de boas recordações; e todo dinheiro em circulação será passado com tanta leveza e bondade que a mão esquerda não ficará sabendo o que a direita fez com ele.

Artigo 14 – Fica estabelecido que todo aquele que mentir em nome de Deus vomitará suas próprias mentiras, e delas se alimentará como o camelo, até que decida apenas glorificar a Deus com a verdade do coração.

Artigo 15 – Nunca mais ninguém usará a frase “Deus pensa”, pois, de uma vez e para sempre, está estabelecido que o homem não sabe o que Deus pensa.

Artigo 16 – Estabelecido está que a Palavra de Deus não pode ser nem comprada e nem vendida, pois cada um aprenderá que a Palavra é livre como o Vento e poderosa como o Mar.

Artigo 17 – Permite-se para sempre que onde quer que dois ou três invoquem o Nome em harmonia, nesse lugar nasça uma Catedral, mesmo que esteja coberta pelas folhas de um bananal.

Artigo 18 – Fica proibido o uso do Nome de Jesus por qualquer homem que o faça para exercer poder sobre seu próximo; e que melhor que a insinceridade é o silencio. Daqui para frente nenhum homem dirá “o Senhor me falou para dizer isto a ti”, pois, Deus mesmo falará à consciência de cada um. Todos os homens e mulheres que crêem serão iguais, e ninguém jamais demandará do próximo submissão, mas apenas reconhecerá o seu direito de livremente ser e amar.

Artigo 19 – Fica permitido o delírio dos profetas e todas as utopias estão agora instituídas como a mais pura realidade.

Artigo 20 – Amém!

Caio e tantos quantos creiam que uma revolução não precisa ser sem poesia.

====================


Amados, “nossa tentativa é de experimentar, provar e viver o eterno Vinho Novo em Odres Novos! Isso porque existem muitos Odres Antigos, que são só odres, são só ‘containers’, eles não fazem parte do conteúdo do Evangelho.

O Evangelho é o Vinho, o resto é apenas, generacional, tem a ver com o tempo, com a hora, com a ocasião. Só que nós, cristãos, acabamos institucionalizando o Odre, e o Odre ganhou uma importância tão grande, que a gente briga, mata e morre pelo Odre, mas não tem ninguém interessado com a qualidade do Vinho! E se é assim, nós não estamos aqui para repetir os modelos de Odres que existem, mas estamos pedindo a Deus que não nos falte o conteúdo do Vinho Novo do Evangelho para pacificar o coração de cada um, em nome de Jesus.”

Agora é com todo aquele que crê!

Não adianta brigar contra a Potestade da Religião. Ela se alimenta da briga contra ela. Sim! O ódio a alimenta e a rejeição a fortalece em seus ódios. Assim, é deixá-la! Pois, a única coisa que pode ajudá-la é justamente o ser deixada só.

Quem ama o Senhor, que ame os irmãos; e que não fique reclamando da “igreja”, nem perdendo tempo com ela e sua brigas sem fim, mas, dedique-se a pastorear as ovelhas e cordeiros de Jesus, conforme Ele disse a Pedro que fizesse.

Sim! Quem ama o Senhor e Sua Palavra, reúna os parentes e amigos e comece a adorar a Deus com eles, estudando e crendo na Palavra, orando uns pelos outros, não se intrometendo nas vidas uns dos outros, mas também não permitindo abusos de uns para com os outros, posto que o Caminho é de Graça, Amor e Perdão; e não a espinhenta vereda da disputa, da supremacia e do abuso; posto que a Graça jamais será a Graxa dos descomprometidos.

Se alguém ouvir e crer; e levantar-se para a Vida em nome de Jesus, esse é membro da Doce Revolução.

Ora, só não vê quem não quer. Pois a Figueira está dando todos os sinais de que o Verão está às portas.

Nele, que nos chama a nada que não transforme segundo o Evangelho.


Em amor.
Blog Widget by LinkWithin