segunda-feira, 29 de junho de 2009

“NAZARÉ”, “JERUSALÉM”, “SAMARIA”...

por Riva Moutinho


Quando tinha 11 anos minha mãe me levou para uma igreja Quadrangular onde não suportava ficar, e por isto fui transferido para uma igreja Batista também próxima a casa onde morávamos. Lá permaneci até entre os meus 16 e 17 anos.

Minha saída foi provocada por uma série de acontecimentos, tanto externos onde pude ver de perto as armações da cúpula da igreja, buscando destituir o Pr. Isaías (este é um dos poucos que reconheço como pastor atualmente), bem como a proteção que se dava aos que detinham uma condição financeira melhor e que, assim, possuíam alguma função na diretoria da igreja. E por questões internas minhas mesmo tanto de interpretação a cerca do que lia no Evangelho como as questões que me envolviam como ser humano mesmo. Desde que me entendo por gente sempre busquei ter uma mente independente, de maneira que as decisões que eu tomo sejam absolutamente minhas e não influenciadas por alguém.

Vivendo como um desviado da igreja, “Nazaré” ensurdeceu, “Jerusalém” me ignorava enquanto “Samaria” queria me ouvir... No final acabei levando mais gente para as igrejas (mesmo sem indicar uma específica) estando fora dela do que quando estava dentro.

Aos 22 anos voltei para uma igreja Quadrangular onde a pastora era uma amiga de longa data da minha mãe. Curioso sobre o tal “poder” pregado nesta denominação, busquei seguir as regras para ver o que aconteceria. Lembro que o primeiro endemoniado que tive contato por lá foi um rapaz que ao manifestar o demônio saiu correndo pela casa e como todos os pastores e diáconos ali presentes correram dele, eu saí correndo atrás dele e quando ele deu um empurrão na sua irmã jogando-a no chão, voei no pescoço dele dando-lhe uma chave de braço. A cena foi engraçada, mas não entendia como que pessoas que se diziam preparadas para aquilo correram enquanto que eu tive que adotar minhas táticas “mundanas” para segurar o “bicho”.

Logo, tudo aquilo me cansaria em excesso a ponto de pedir exaustivamente a Deus para sair dali. E quando sai “Jerusalém” passou a não crer no que eu dizia enquanto “Nazaré” optava por seguir o mesmo caminho.

Assim fui parar em uma das maiores igrejas de BH, onde mesmo sem querer me envolver com nada em absoluto, aos poucos já me via envolvido com uma célula de jovens e servindo de exemplo para os delírios de determinadas mentes. Sempre detestei isso. O simples pensar que sou espelho pra alguém me causa asco.

Ali conheci minha esposa e nos casamos e o mesmo “pastor” vice-presidente da igreja que antes nos queria como líderes para ajudarmos a outros casais, agora se juntava a outros em uma sala para promover o Sinédrio mais nojento e o evangelho mais diabólico que pude presenciar.

Fui ameaçado de surra, de morte, tive meu nome exposto a todos durante o culto pelo “pastor” líder até por fim escreverem meu nome completo em mais de 10 mil exemplares do informativo da igreja como "o excluído".

Dos de “Jerusalém” apenas um me ligou para saber o que estava realmente acontecendo, todos os demais apenas assistiram a “crucificação”.

Desde então, os de “Nazaré” estão surdos, os de “Jerusalém” continuam crendo na magia da ilusão de seu templo e de seu “pastor”, mas os de “Samaria” têm chegado, perguntado e ouvido com interesse.

Tenho andado com uma quantidade da Revista NO Caminho na mochila e assim vou distribuindo por onde passo. Os de “Samaria” querem sempre conhecer mais, mas ainda encontro aqueles de “Jerusalém” que querem ouvir e se interessam a fim de saberem mais sobre que Movimento é este que vem Voltando ao início... ao Evangelho de Jesus.

Enquanto isso, vejo o Graça & Prosa ser um “João Batista”, orando para que os de “Nazaré” e os de “Jerusalém” parem ao menos para ouvir o que tem sido anunciado, e para que os de “Samaria” sejam cuidados e que a voz seja ecoada até os confins da terra.

Assim vou caminhando....


Riva Moutinho
BH - 29/06/09

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