terça-feira, 8 de setembro de 2009

BABEL HIGH TECH

Por Riva Moutinho

Uma das histórias mais conhecidas do nosso mundo entre tantas é, sem dúvida, a construção de uma torre relatada em Gênesis 11. Apesar dos poucos nove versículos que relatam sua história, as lições dali retiradas são extremamente importante para todos nós independente da época em que começamos a caminhar por este planeta.

O desejo latente na construção daquela torre era, sem dúvida, marcar a geração com algo que ficasse registrado para todas as demais gerações. O orgulho e a presunção humanos materializavam-se ali, no objetivo de perpetuar nomes, famílias, cidades e povos pelo simples poder de suas próprias mãos. É a vaidade do homem em dizer: “Sou digno de toda glória e honra.” Em nada aquilo beneficiaria a humanidade para o bem.


O que vemos a partir do verso 5 é o relato de que Deus viu e não gostou do sentimento que edificava aquela construção e, então Ele provocou uma confusão quanto ao entendimento de um para com o outro, diversificando idiomas entre eles e interrompendo de uma vez por todas tal construção. No entanto, Deus afirmou: “Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer.


E, de fato, tal afirmação se ratifica através de vários fatos descritos ainda na Bíblia como o relato em Daniel 4 em que o próprio rei Nabucodonosor conta resumidamente sua história. Um rei que no auge ufanou-se dizendo: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com o meu grandioso poder e para glória da minha majestade?” (Daniel 4:30) No entanto, seu estado mental alterou-se e passou a comer como os animais até reconhecer, de fato, quem ele era... e quem é Deus.


Apesar de tempos distintos e de séculos e séculos de separação, o que vemos hoje não é diferente dos relatos que acessamos através dos escritos das Sagradas Escrituras. Os homens continuam na busca frenética e débil de satisfazerem suas vaidades sejam como políticos, empresários, cientistas, religiosos, filósofos, artistas ou os ainda anônimos.


Nas últimas décadas assistimos a um avanço nunca visto da ciência e da tecnologia. O mundo está mais interligado do que nunca e é possível visitar vários continentes sem sequer levantar da cadeira.


As últimas gerações desvendaram o segredo do DNA humano e daí em diante caminhos inumeráveis surgiram, dando ao homem a míope visão de que pode se tornar melhor que Deus desde que consiga dominar a arte da criação, de prorrogar o envelhecimento e de, até mesmo, vencer a morte.


A ciência já consegue clonar seres-humanos e selecionar algumas características na elaboração de um feto. Recentemente, uma reportagem assegura que já é possível criar um bebê livre de, pelo menos, 150 doenças hereditárias através da substituição das mitocôndrias, o que, biologicamente é como se o novo bebê tivesse duas mães.


Avanços científicos e tecnológicos, sem sombra alguma de dúvida, têm gerado uma vida melhor em relação a outras épocas e tudo o que produz um retorno ao próprio ser-humano para o bem deve ser contínuo e expansível a todos sem qualquer tipo de distinção.


Mas infelizmente, o que há é que muitos se organizarão a fim de edificarem uma nova Torre de Babel ou várias delas, desta vez não constituída por pedras, argamassas ou até mesmo guerras; mas desenvolvidas em meio aos avanços da tecnologia e da ciência, maquiadas com a mensagem de que será para o bem-estar da humanidade, quando na verdade massagearão o ego humano no objetivo obsessivo da vaidade de receberem “toda glória e honra.


E assim o mundo avança sedento por desenvolver um super-ser-humano ou vários deles que possam ser imunes e perfeitos superando assim, os “erros” de Deus no processo da criação.


Riva Moutinho
06/09/2009
BH - MG

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